Enquanto os fumadores de cigarro enfrentam a fúria anti-tabagista, os que fumam charutos são glamourizados. Homens e mulheres de negócios, políticos bem-sucedidos, artistas de renome, eles adoram aparecem com um legítimo cubano na boca. Aquilo que no passado era consumido apenas pelos nobres europeus hoje está disponível a qualquer novo-rico. É o problema da popularização de um produto que, juram os especialistas, é feito para ser degustado tal qual um bom vinho. O vinho, aliás, é outro coqueluche dos homens e mulheres de poder que, mais do que esbanjar dinheiro, querem é demonstrar bom-gosto.
Tudo isso tem um preço – e não estamos falando, por ora, em dólares. O charuto ainda encontra resistências na sociedade. Por mais arejado que seja o local, fumar um charuto em ambiente público é um risco. Na mesa ao lado pode haver alguém que não liga nem para o ritual nem para as nuances de sabor e só quer que o vizinho apague aquela “chaminé”. Afinal, não se pode exigir de todo mundo a sensibilidade devida.