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As tainhas chegaram

Tera, Junho 10th, 2008

por Dante Mendonça
Depois do veranico e de um mês de expectativa, foi capturado na manhã de terça-feira, em Santa Catarina, o primeiro grande lance de tainha da temporada. Quatro embarcações e 212 pessoas arrastaram para a praia 11,2 mil tainhas. Três delas vieram parar na nossa mesa, na noite do mesmo dia.
O escritor catarinense Sérgio […]

Botecos de Belo Horizonte

Sexta, Maio 9th, 2008

Por Délio Canabrava
Experiente botequeiro curitibano, proprietário da Cantina do Délio e sócio da Bella Banoffi; Délio Canabrava é um hiperativo pesquisador do mundo gastronômico. Viaja constantemente atrás de novos lugares, idéias, aromas e sabores. Sua aventura mais recente foi uma visita ao festival Comida di Buteco, em Belo Horizonte, quando se tornou correspondente temporário do […]

Francês justo, saboroso, mas leeento

Segunda, Março 17th, 2008

Estréia na crítica culinária. Estréia? Somos críticos literários desde a primeira refeição que recusamos, quando começamos a ponderar sobre o que comemos. Provavelmente, minha primeira recusa foi ao mamão, mas isto é outra (e irrelevante) história.

Deixarei os leitores com alguma expectativa por textos em que abordarei restaurantes típicos ou a famosa especialidade local: frutos do mar. Hoje, até falarei de peixe, mas não dele em uma peixada ou em uma moqueca. Peixe feito por francês, no restaurante local denominado La France.

A pastiera

Sexta, Março 14th, 2008

A doçaria napolitana é uma doçaria pesada, de gente que não brinca à mesa, derivada da inventividade de um povo cuja miséria proverbial o levou, sempre, a respeitar aquilo que dá além de força e saúde, uma noção de saciedade. Nenhuma preparação aerada e delicada existe entre os doces napolitanos: somente coisas substanciosas. Naturalmente esses doces, de sabores e perfumes bastante pesados, podem não agradar a todos e sem dúvida não agradarão se forem comidos em jejum ao invés de sobremesa ao final de uma refeição, a menos que a pessoa não seja realmente um bom garfo, como é o napolitano em geral. De qualquer maneira, a doçaria partenopea é rica e apetitosa, mesmo que se leve em consideração as atuais manias de manjares menos gordurosos e menos doces, e a evolução pós-moderna do gosto por comidas mais delicadas e mais facilmente digeríveis.

Algumas de suas receitas afundam suas raízes na antiga Grécia e a maioria delas sofre de evidentes influências orientais. Não se pode esquecer que Nápoles foi uma cidade fundada por colonos gregos e chamava-se Neapolis (cidade nova) e que árabes e bizantinos foram povos que deixaram marcas bem fortes na cultura de seu povo. Isto pode ser facilmente verificado no que diz respeito à cozinha pela presença do mel e das frutas secas e cristalizadas.