Colesterolmente incorreto
por Evandro Barreto
Vocês, não sei, mas eu não estou agüentando mais um movimento de salvação da humanidade que, na falta de nome oficial, passo a chamar de telenutricionismo. Você liga a TV e lá está a repórter entrevistando um senhor solene ou uma senhora com ar triste acusando a alface não- orgânica de ser mais perigosa do que o Bin Laden. No outro canal, um xamã do Colorado, mais fotogênico do que Richard Gere fantasiado de índio velho, explica que a paz , neste mundo e no outro, depende da gente comer “comida viva”, o que me traz à mente minhocas se retorcendo no anzol. Não será surpresa para este blog se um dia desses o Fantástico tentar entrevistar a própria linhaça, foragida dos ateliês de pintura para brilhar na nossa mesa.
Agora começou a Grande Cruzada contra o Sal, seja você hiper-tenso ou o tenha uma pressão arterial de três por cinco. O mais curioso é que o grande vilão já foi o açúcar. Mesmo que o distinto consumidor não tivesse diabetes ou propensão à obesidade, o risco era de cair em melancolia profunda. Então, descobriram que o ciclamato dava câncer. E como viver é muito perigoso, também nos alertaram sobre a letalidade do colesterol – qualquer colesterol. Muita gente deve ter morrido por falta de HDL, antes de perceber que há o colesterol do bem e o colesterol do mal (os triglicerídeos ainda não foram atropelados pela dialética).
Será que o segredo da vida eterna vem enrolado no sushi? Depende, se for de salmão, tudo bem, mas dizem que o atum anda cheio de mercúrio. E como todo mundo hoje sabe, se você ingere muito mercúrio na infância acaba verde e candidata à Presidência da República. E os outros peixes? Baiacu, nem pensar, depois de ler o que o João Ubaldo Ribeiro andou escrevendo a respeito. Cioba? Alimenta-se de algas grudadas em cascos de navios pintados com tinta que leva arsênico.
Fugindo de águas traiçoeiras para terra firme, antes de ser cortada a primeira fatia da picanha, peça ao churrasqueiro um atestado que a vaca não tinha aftosa, não tinha brucelose e não era louca. Melhor ficar no lombinho. Mas, peraí, a gripe que anda matando é suína.
Antes de tombar de inanição, reúno minhas últimas forças e saio daqui agora, em busca de uma rabada bem gorda, com polenta e agrião refogado em defensivos agricolas, regada a cerveja preta e antecedida por um caldinho de mocotó e bagaceira portuguesa. Em sobrando espaço, jaca em calda como dessert.
Os outros que morram em plena forma.
Comments
Dodô
Que texto bem humorado !
Retrata bem a loucura que está disseminada na mídia !
E o alecrin corso contaminado pela poeira de Tchernobyl? E os javalis francesas que andam pela natureza com uma etiqueta “consumo proibido”? E o leite envenenado na China?
Quando a minha crise bate, no lugar da rabada, devoro pastéis fritos em óleo petencialmente perigoso.
É incrível como comida virou remédio nos dias de hoje. Todos escolhem o alimento porque ele faz bem a isso ou aquilo ou o rejeitam por fazerem mal a isso ou aquilo outro. O que as pessoas não entendem é que a alimentação deve ser variada e o ato de comer deve estar aliado ao prazer. De sentir aromas e sabores de admirar as cores e, pricipalmente, de compartilhar com outro esse alimento. Por falar em aromas vou lá ver o osso buco que estou assando lentamente já há duas horas e que será servido no almoço acompanhado de polenta que será feita com fubá da roça, moído em moinho de pedra. Vou sair para comprar um pão de qualidade para comer com o tutano.
Terezina,
Loucura, mesmo, é levar a mídia muito a sério.
Lina,
Espero que a etiqueta também proiba o javali de consumir a gente.
Para tranquilizar os telenutricionistas, substitua a azeitona do pastel por um comprimido de Vytorin.
Maria da Graça,
Daqui dá pra sentir o perfume do ossobuco. Bom apetite!
Dodô
Dodô,
Vá ao Cosmolita, como uma ótima rabana, e recite, alto e bom som o soneto do Vinicíus:
“Não comerei da alface a verde pétála
Nem da cenoura as hóstias desbotadas….
Um brande abraço,
Sonia S
Dodô, assim não dá. Você precisa se controlar. Essa onda de colesteroal invadindo o córtex está deixando você cada dia melhor. Compre produtos light, para diversificar! Parabens, adorei. Escrita solta e rebelde!
Maria das Graças: fiquei aqui, mais uma vez, querendo ser seu vizinho para provar dessas maravilhas…..Já pensou? Você com a boa mesa e eu com a boa música….o prédio viria abaixo! Abaixo Maria das Graças e Eymard (risos). Gostei da sua ponderação. É isso mesmo.
Por modéstia não disse que estou assando o osso buco em panela de pedra sabão, tampada durante todo o cozimento, e o resultado é uma carne tenra, com um molho denso e perfumado por tomilho, sálvia, louro, …
Disse polenta, mas o que vai sair mesmo é um angu mineiro (este é sem sal mesmo, não tem jeito), que ficará cozinhando em fogo bem baixinho durante um hora 1 hora e será servido fumegante.
Eymard, boa comida, boa música e boa companhia em um dia maravilhoso como o que está fazendo hoje aqui no Rio seria o máximo.
Maria das Graças, assim você está querendo me matar!!! Eu adoro quando você comenta os seus planos na cozinha. Eu tenho uma forma de ler, visualizando. Para mim a escrita se transforma em imagem com facilidade. E a imagem que você constroi da sua cozinha é das mais belas. Sinto o perfume desse cozido e a lentidão necessária para tudo tomar gosto. Me lembro da Lelé, cozinhando lentamente a costelinha de porco e “pingando” agua de tempo em tempo para não queimar.
Dodo: ossobuco e costelinha de porco têm colestorol do bom, não acha?
Terezina,
Agora, que posso responder com mais calma, quero acrescentar dois registros. Pela hora em que seu comentário foi postado, imagino que você tenha ido dormir de bom humor, e fico feliz com isso.
Quanto à relação da mídia com a vida, a imprensa captura a realidade in natura e serve desidatada.
abs,
Dodô
Lina,
Voltando aos seus pastéis, uma curiosidade:
Alguém na França faz pastéis pela receita de boteco brasileiro com dono português?
Abs,
Dodô
Maria das Graças, que as graça são muitas e eu, matutinamente desligado, singularizei a sua magnífica pluralidade.
Agracie-me com seu perdão e depois conte:você já pensou em inscrever seu osso-buco-na-panela-de pedra-sabão como candidato ao Prêmio Nobel da Paz?
Abraço,
Dodô
Sonia S,
Concordo com você: a rabada do Cosmopolita é inenarrável. Aliás, no Cosmopolita,tudo é muito bom, inclusive o que, por contraste com os outros pratos de lá, poderia passar por comida light: o bife lanhado com sal grosso.
E as “hóstias desbotadas” do Vinicius não aparecem por lá. Cenoura, só calçando o toucinho no bife roulé.
Abs,
Dodô
Eymard,
Não me ruborize outra vez!Uma boa causa é a maior das inspirações. Incorretos da nutrição, uní-vos. Nada tendes a perder senão os bons conselhos de quem inveja os maus exemplos.
E nenhum colesterol é tão bom quanto o do leitão a pururuca.
Abs,
Dodô
Acho ótimo ler seus textos, Dodô! A culpa de qualquer excesso cometido cessa rapidinho e a vida segue levinha, levinha, rrss.
Abraços.
Claudia,
O segredo é ser um extremista moderado.
Abs,
Dodô
Pois é Dodô,
Fico acordada até muito tarde ( as vezes chega até a ficar cedo -rs ), é a hora que mais gosto de ler.
Vamos ver agora qual o alimento que será a bola da vez. Continuo comendo tudo o que gosto e estou bem viva ( os antigos dizem que o que não mata engorda, não é ? ). Depois fazemos dieta…
Eymard, e voce vem falar de leitão a pururuca nessa época do ano? Só para me deixar com água na boca! Aqui no Rio só se consegue comprar leitão em dezembro. Todos os anos eu sou sempre a primeira da lista de encomendas. Compro e guardo. Torço para o verão dar uma trégua. Na primeira oportunidade ele vai para o forno.
Sonia S, o Cosmopolita é um que fica perto dos Arcos?
Maria das Graças,
Sim, o Cosmolita fica perto dos arcos, na Lapa. É muito bom, há anos.
Comida politicamente incorreta. Tem pratos deliciosos.
Um abraço,
Sonia S
Sonia S, eu conheço o Cosmopolita. Frequentava quando trabalhava no Castelo. Já estou aposentada há 14 anos. Por nossas bandas um restaurante com tantos anos assim é coisa rara.
Sonia e Maria das Graças
O Cosmopolita tem uns 50 anos ou mais.
Já foi conhecido como “Arranca”, risos.
Abs.
Beth,
não sabia que o Cosmolita era conhecido como Arranca. Adoro saber essas coisas; que, para muitos, soam como bobagens, mas, para mim, engrossam meu “caldo cultural”.
Maria das Graças,
acho que está na hora de você voltar por lá..
Bjs.
Sonia S
Há algum tempo não vou lá; mais sei por amigos, que continua ótimo.
Maria das Graças
O apelido de “Arranca” vem da época da boemia na Lapa. O dono era um português forte pra totó que “arrancava” da cadeira os fregueses que passavam da conta na bebida e jogava na rua…
Bjs.
Dodô:
Que otima narrativa e bem aplicada ao mundo atual…gostamos!
Pois é, atualmente a margarina não deve ser ingerida sendo uma gordura hidrogenada e assim, voltamos à manteiga que foi banida há anos por ser uma gordura desidrogenada que é a boa.
No meu tempo de criança, tudo era feito com a banha do porco (lard) onde a minha mãe comprava em pacotes ou numa barriquinha.
O tal do orgânico é um truque para ganhar dinheiro. Fui à um super-mercado onde tudo é orgânico. Chamei o gerente e apontei para as maçãs “orgânicas” e perguntei: “Porque são orgânicas?” Me disse: “Porque não são usados inseticidas” Ai comentei: “Então, este horticultor tem um mexicano ilegal com um mata-moscas revezando com outro a noite…1.0000 pés de maçãs=2 mil ilegais.
VC entra numa livraria que de um lado tem livros e livros de receitas culinárias mas ao lado em outras prateleiras tem livros e livros de como emagrecer e comer “healthy” (não me ocorre a tradução).
HDL o bom colesterol e o primo ruim o LDL (L=Lousy para ser fácil lembrar).
Um abraço.
Carlos M.
Carlos Maria,
Contribuição muito bem fundamentada, com a autoridade de quem exerce a medicina num país onde a neura do “healthy” coexiste com a mais alta taxa de obesidade infanto-juvenil do planeta.
Você falou na margarina e eu me lembrei da campanha publicitária de uma dada marca que alegava proteger o coração. Pois bem, no meio da campanha, o ator da Globo que estrelava os comerciais morreu de um infarto fulminante. Muitos anos depois, o produto continua no mercado, com a mesma argumentação.
Saúde!
Dodô
Dodô, aqui em casa somos fãs da velha e deliciosa manteiga e não a substituiríamos por nada. Só sinto muita falta de um bom pão para acompanhá-la. Não é fácil encontrar pão de qualidade no Rio. Rabada, costela, osso buco, mocotó, são pratos de inverno dos quais gostamos muito e deles, uma vez por ano, não abrimos mão. É uma pena que não consigamos comprar aqui, nessa época, um leitão para fazer a pururuca para completar o cardápio.
Ufa que alívio passar por aqui !!!
Vim atrás de socorro e fui duplamente brindada !
Explico. Fiquei estupefata com a tropa de choque contra o fois-gras no CP… Só hoje li as manifestações no excelente post do Odeon da Lina.
Adorei a ponderação do Dodô, mas ela teve com pouco eco … Fiquei pensando, seria um choque de gerações ? Será que a na minha geração aprendemos a amar o fois-gras quando ele ainda era inocente ? Foi me dando uma angústia e pensei, vou correndo ao Comensais desabafar e dividir meus tormentos.
Qual não foi minha grata surpresa ao ler o texto lindo, divertido, inteligente do Dodô, justamente sobre essa dualidade.
Segui pelos comentários, e me encantei com o osso buco da Maria da Graças, a correspondente enaltação do Eymard/Dodô e os lindos versos do embaixador Vina citados pela Sonia S.
Já posso dormir em paz.
Obrigada Comensais! Boa vida a todos!
Dodô,
Estou com você e a minha avó, que tomava colesterol de canudinho e viveu muito bem até os 94.
Aqui em Miami – desculpe-me, mas é minha única referência no momento – como rabada num restaurante hatiano, mas não chega nem de perto da do Cosmopolita, que eu frequentava com o Jair, meu laboratorista fotográfico da rua da Lapa, 200. Aqui, para começar, não cortam a rabada na junta, mas no meio do osso. Um verdadeiro crime contra a gastronomia. Só mesmo que frequenta pé-sujo português sabe dessas coisas…
Fique certo que lá voltarei na próxima viagem, que espero seja ainda esta ano.
Forte Abraço,
Maria das Graças,
Unidos pelo bom-gosto e pelo bom-senso, curtamos nossas belas mesas, sem sentir a menor falta dos auto-excluídos. Mais vale um mocotó por ano do que Big Mac toda semana.Aliás, outra grande pedida no Cosmopolita é o filé ao alho e óleo com batatas à portuguesa. E pão, no Rio, só há de dois tipos: o bem quente e o muito ruim.
Abs,
Dodô
Madá,
Agora que você está aliviada e de consciência tranquila, durma sem sonhar com gansos espargindo lágrimas, de Strasboug a Toulouse. Eu também esperava mais eco da minha provocação na CP, no mínimo, alguma réplica mal-criada. Vai ver que ainda estão digerindo meus argumentos. Mas, cada vez que começo a me surprender com as cabeças majoritárias, paro e me lembro da frase do João Gilberto para explicar porque estava se mudando do Brasil (aliás, frase que é a cara dele): “Eles são muitos”.
Boa e longa vida para todos nós.
Dodô
Cesar,
Quer dizer que o prestígio do Cosmopolita atravessa os mares? Primeiro, a Lapa, depois, o mundo!
Agora, veja a coincidência: eu também almoçava lá, às vezes, com um Jair. Só que esse era locutor, e após gravarmos comerciais meus num estúdio próximo, terminávamos cosmopolitando.
Abração
Dodô
Dodô,
O Jair Cruz, acho que almoça todos os dias no Cosmopolita. Grande laboratorista fotográfico, grande amigo dos fotógrafos.
Ainda sobre a Lapa – e aqui acho que estarei certamente ensinando missa ao papa, mas vale a mensagem para os leitores mais novos – recomendo o Nova Capela, que tem um cabrito enciclopédico. Melhor hora de chegar no NC é lá pelas duas da manhã, onde uma multidão alegre se diverte, come e bebe no melhor estilo boêmio.
Abraço,
Cesar,
Num dia desses, eu baixo lá.
Abs,
Dodô
Dodô,
Acompanha o cabrito arroz de brócolis. Fecha às cinco da manhã.
abç
Esse post está perigosamente gostoso !
Tem gorduras saturadas em todos os comentários.
Como Madá, li os exaltados do Odeon, me apavorei, jurei não comer mais **** ****, pelo menos até passar a culpa que estou sentindo .
Chego aqui e está essa lambança, essa orgia alimentar à moda antiga.
Que coisa boa !
Abaixo os alimentos funcionais( todos os alimentos não são funcionais ?) !
Comamos pelo prazer da boa mesa, dos pratos feitos como nossas avós , resgatemos essas maravilhosas receitas.
Me deu uma fome do Ossobuco da Maria das Graças.
E, como Eymard, fiquei imaginando esse delicioso prato ”mijotando” ( juro que não é o que vcs estão pensando !) horas na panela de pedra sabão.
Dodô, meu querido cronista, nos presentei mais com seus textos extremistas nada moderados .
Bjos lambusados de azeite de dendê !
Helena,
Parece que estou sendo perseguido pelos vigilantes das artérias. Foi só eu colocar este post e vem o IBGE nos dizer que o bravo povo brasileiro, depois de cinco séculos de fome amplamente disseminada, caminha em bloco para a obesidade, mas continua mal alimentado. Acho que entendi mais ou menos o que os estatísticos querem dizer, ao me lembrar um conterrâneo seu, recém-chegado de Salvador ao Rio para estudar, e que explicou o que fazia para enganar o estômago, entre um sub-emprego e outro, quando o restaurante universitário estava fechado. Declaração do acadêmico: “Eu passo no tabuleiro da baiana da esquina e compro um cuscús bem servido. Aí atravesso a rua até o boteco do português e peço um copo dágua. Como o cuscús, bebo a água e dou cinco pulinhos. O cuscús incha na barriga e quebra o galho até a próxima refeição”.
Beijo,
Dodô
Dodô,
Isso é piada !
Engolir o Cuscus a seco não dá, mas esse negócio de pulinho, conheço, não.
Rsrs.
Dodô,
plenamente de acordo! De que adianta só comer folhas e raízes? Não morreremos de diabetes, colesterol, hipertensão, etc, mas certamente morreremos de tristeza!
beijos
Mari,
Felicidade é circunstância, alegria é atitude.
Viva os corações valentes!
Beijos,
Dodô
PS – EStou com saudades dos seus relatos.
Chegando tarde, mas chegando.
Belo texto (que novidade!), mas eu acredito que uma bela folha de alface tem muito sabor, sim senhor!! Ainda mais se for acompanhada de tudo o que foi citado acima!
Abs.
Eduardo,
Para mim,alface é uma espécie de pedágio.
Abs,
Dodô
Dodô,
Eu não deixo de comer folhas antes de ir ao que realmente interessa. Isso diminui a fome e ajuda a digestão. Porém, por opção eu comeria outro tipo de entrada…
que maravilha de classificação! É exatamente isso que penso. Só que, claro, nunca com a sua criatividade do pedágio
Alias, para os comedores de ostras do Rio, descobri uma entrega de ostras de Santa Catarina para o Rio (em casa), fresquinhas e deliciosas. A fornecedora: “Maria vai com as Ostras”
Madá,
A clorofila e eu agradecemos o elogio. Mas, pelamordedeus, não me fale em ostras catarinenses, logo hoje, que me debulharei em lágrimas de frustração! Estou chegando de uma reunião de negócios em Florianópolis. Na ida para lá fui me preparando para as ostras e camarões inigualáveis da ilha. Qual o que! Acabei comendo uma fatia de pizza borrachuda num guardanapo de papel, quase de madrugada, na própria mesa de reuniões. De manhã, tive que voltar, sem tempo para mais nada. Ne mesmo para uma folha de alface. É… viver é coisa pra profissional.
Abraço,
Dodô