Eu em Buenos Aires

por Mariana Souza

Eu adoro Buenos Aires – Buenos, para os íntimos.  Mas com a correria do dia a dia, e também porque o Marido não é muito fã do lugar, acabamos visitando pouco aquela cidade, apesar da proximidade e da vasta opção de bons programas (inclusive os gastronômicos).

Mas por conta de um compromisso profissional, eu e Marido tivemos que passar 4 dias lá – o que, claro, não foi nenhum sacrifício. Eu tratei de colher dicas, com familiares e amigos frequentadores, de hotel, museus, lojinhas legais e, claro, restaurantes.

Uma indicação praticamente unânime foi o Tegui. Coincidentemente, dias antes da minha viagem O Globo publicou uma matéria sobre restaurantes em Buenos, e novamente lá estava ele. Então não perdi tempo e garanti logo minha reserva (que, como pude comprovar mais tarde, é absolutamente essencial).

O lugar é super interessante. Para começar, o exterior não dá a menor dica de que naquela casa há um restaurante. Não tem movimentação externa, porteiro, nada. Apenas um muro desenhado e uma porta fechada.  Como já havia sido avisada disso, pude orientar o taxista, que estava completamente perdido.

Mas lá dentro o restaurante não deixa nada a desejar. Decoração sóbria, uma adega deslumbrante que ocupa toda a parede da entrada, e ainda mesinhas em área externa.  A cozinha é aberta, no meio do salão, o que dá um charme especial.

O couvert era composto de pãezinhos gostosos e manteiga, além de pequenos cones com creme de brie e delicadas colheres com gaspacho.

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O cardápio dá opção de preço para um prato, dois, três, degustação de 8 pratos ou ainda degustação harmonizada com 3 taças de vinho.  Apesar das tentações, eu optei por 2 pratos e o Marido por apenas um.

De entrada, escolhi o soufflé de queijo de cabra com compota de marmelos no fundo, que estava absolutamente divino.

De principal, optei pelo gnocchi de ricota com pinhões, moelas, espuma de trufas e queijo parmesão. Confesso que, depois da primeira garfada, discretamente tirei os pedaços de moela do prato e coloquei no pratinho lateral. Não que estivesse mal feita, nem nada do gênero, mas eu realmente não gosto do sabor (e da textura), então preferi investir apenas no gnocchi, que estava sensacional.

O Marido se esbaldou com um lombo argentino (nosso filé mignon) com molho chimichurri, batatas ao carvão, ovo e farofa, que também estava de lamber os beiços.

Ao final, a conta retratou o que já esperávamos: foi a refeição mais cara da viagem, e com apenas uma garrafa de vinho.  Mas valeu cada peso!

Tegui
www.tegui.com.ar
Costa Rica, 5852
Buenos Aires, AR
info@tegui.com.ar

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