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	<title>Comensais</title>
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	<description>Curiosidade insaciável</description>
	<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 02:00:44 +0000</pubDate>
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		<title>O arroz-de-forno da Margorete</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 02:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Demorou, mas consegui me lembrar do primeiro alimento que me chamou a aten&#231;&#227;o. Para tanto, foi preciso mais de uma semana de longas e silenciosas reflex&#245;es. Forcei portas da mem&#243;ria que julgava emperradas, passei por compridos sal&#245;es cheios de teias de aranha e me deparei com um ou dois ratos para descobrir o arroz-de-forno da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demorou, mas consegui me lembrar do primeiro alimento que me chamou a aten&ccedil;&atilde;o. Para tanto, foi preciso mais de uma semana de longas e silenciosas reflex&otilde;es. Forcei portas da mem&oacute;ria que julgava emperradas, passei por compridos sal&otilde;es cheios de teias de aranha e me deparei com um ou dois ratos para descobrir o arroz-de-forno da Margorete (nome fict&iacute;cio).</p>
<p>Longe de ser uma iguaria, sei. Mas, aos olhos de uma crian&ccedil;a, s&atilde;o os detalhes que importam. Estamos falando, aqui, de um ser de menos de cinco anos. Sou capaz de localizar este arroz-de-forno no tempo menos pelo sabor da comida e mais por um enfeite que, na &eacute;poca, me fascinou: o tomate em forma de cesta de ervas.</p>
<p>Arroz-de-forno &eacute; comida de domingo de classe-m&eacute;dia baixa. &Agrave;s vezes &eacute; feito com arroz fresco; em geral, contudo, &eacute; feito com o arroz que sobrou da semana. A ele se mistura tudo: ervilhas, milho, ovos cozidos e at&eacute; palmito. Por cima, uma camada de presunto, outra de queijo e, por fim, algumas rodelas de tomate. Ao forno por alguns minutos e pronto: uma refei&ccedil;&atilde;o de domingo.</p>
<p>Hoje entendo que no come&ccedil;o da d&eacute;cada de oitenta um arroz-de-forno era uma necessidade.  Eram tempos de infla&ccedil;&atilde;o alta e n&atilde;o muita fartura. Os supermercados n&atilde;o tinham a exuber&acirc;ncia de hoje. Coca-cola era um luxo. Carne era um tesouro. Tempos duros.</p>
<p>Meu primeiro arroz-de-forno, lembro bem, foi preparado pela Margorete, amiga da fam&iacute;lia que era mais famosa por apanhar do marido do que por seus dotes culin&aacute;rios. Mais tarde ela se tornou madrinha da minha irm&atilde; e bruxa de um conto-de-fadas familiar. N&atilde;o vem ao caso. O detalhe &eacute; o arroz-de-forno naquele apartamentinho em um conjunto habitacional na periferia de Curitiba, com muitas conversas e uma promessa de felicidade sem fim – a maioria das quais, evidentemente, n&atilde;o se concretizou.</p>
<p>Aquele arroz-de-forno deu origem a v&aacute;rios outros, preparados pela minha m&atilde;e e servidos naqueles domingos cheios de t&eacute;dio. Nenhum deles, contudo, tinha o tomate em forma de cesta de ervas. Algo que pode ser entendido como uma tentativa suburbana de se refinar um prato n&atilde;o menos suburbano, mas que tamb&eacute;m pode ser interpretado como um cuidado que, aos olhos do menino esfomeado,  criou a ilus&atilde;o de amizades eternas e talentos culin&aacute;rios incr&iacute;veis.</p>
<p>Sou obrigado a me perguntar, depois de mais de vinte anos, por que minha m&atilde;e jamais transformou o tomate numa cestinha? Por que jamais se preocupou em tornar aquela comida trivial em algo mais importante?</p>
<p>Conhe&ccedil;o muita gente que torce o nariz para a import&acirc;ncia que a gastronomia d&aacute; &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o. Eu mesmo acho que existe certo exagero, sobretudo na tal gastronomia molecular. Mas ent&atilde;o me lembro daquele tomate-cesta e solto um longo suspiro: &eacute; quando a comida se transforma em alimento para o esp&iacute;rito, por mais melodram&aacute;tica que pare&ccedil;a a senten&ccedil;a.</p>
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		<title>Micos de Reveillon</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 18:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcia Luz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou explicar porque o meu maior desejo nesse fim de ano &#233; passar um reveillon bem tranq&#252;ilo, em casa, s&#243; com marido e filha, uma ceia gostosa, champagne e muita paz. Faz uns dois anos que deixamos de viajar nessa &#233;poca, e agora estamos quase certos que tamb&#233;m n&#227;o queremos festar.
Eu tenho um vasto curr&#237;culo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vou explicar porque o meu maior desejo nesse fim de ano &eacute; passar um reveillon bem tranq&uuml;ilo, em casa, s&oacute; com marido e filha, uma ceia gostosa, champagne e muita paz. Faz uns dois anos que deixamos de viajar nessa &eacute;poca, e agora estamos quase certos que tamb&eacute;m n&atilde;o queremos festar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Eu tenho um vasto curr&iacute;culo de micos de reveillon, micos de todo tipo, inclusive gastron&ocirc;micos. Depois que casei, esse curr&iacute;culo s&oacute; fez engordar, gra&ccedil;as ao fato de eu ter encontrado um homem com o mesmo talento especial para atrair situa&ccedil;&otilde;es rid&iacute;culas nessa data. Estamos juntos h&aacute; mais de dez anos, e s&oacute; agora estamos compreendendo a li&ccedil;&atilde;o que a vida nos ensina: mantenham-se na contram&atilde;o das multid&otilde;es.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Como esse &eacute; um site de comida, vou me ater aos micos gastron&ocirc;micos, at&eacute; porque se n&atilde;o fosse assim eu escreveria um livro, n&atilde;o um post. E vou citar apenas os mais absurdos, tamb&eacute;m por uma quest&atilde;o de espa&ccedil;o.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Um dos primeiros micos que me marcaram aconteceu quando eu era solteira, no auge dos vinte aninhos, naquela fase em que a gente s&oacute; quer saber de balada e paquera. Eu, uma amiga e um amigo fomos passar o Ano Novo em uma obscura praia do Paran&aacute;, num obscuro apartamentinho alugado quarto-e-sala totalmente desconfort&aacute;vel e sem janelas. Era o que a gente podia pagar, e n&atilde;o importava, ir&iacute;amos de carro at&eacute; as baladas quentes nas praias pr&oacute;ximas (nem t&atilde;o pr&oacute;ximas assim, a p&eacute; n&atilde;o dava p&eacute;). O que aconteceu? Na noite de reveillon, depois de devidamente aquecidos com “espuma de prata” (um nobre espumante de 3 Reais), entramos no calhambeque do nosso amigo e&#8230;. pum! Pum! Poffffff&#8230;. (o pof foi o &uacute;ltimo suspiro do carro). Nisso come&ccedil;a a chover. Resultado: ceamos pipoca com cerveja morna comprada no &uacute;nico boteco aberto das redondezas. No agrad&aacute;vel apartamento. Pra completar, nossa amiga, levemente alterada pela bebedeira, trope&ccedil;ou, caiu e perdeu um dente. Da frente. Genial.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Em outra ocasi&atilde;o, passei um maravilhoso Ano Novo num engarrafamento rumo aos fogos de Copacabana. A ceia: espumante morno (marca melhor, ao menos) e meio pacote de biscoito cream-cracker amolecido encontrado embaixo do banco do carro. O engarrafamento era duplo: tanto para quem ia &agrave; Copacabana quanto para quem tentava retornar a algum lugar mais civilizado. Tempo total de “festa”: quatro famintas horas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Anos mais tarde, quando meu marido veio se juntar a mim para colecionar micos de fim de ano, houve as temporadas de roubadas na Ilha do Mel e em Florian&oacute;polis. Acredit&aacute;vamos piamente que reveillon “b&atilde;o” tinha que ser na praia. A Ilha, onde o marido tem casa, era um dos poucos lugares agrad&aacute;veis para passar o fim de ano no litoral paranaense, conhecido pelas praias deprimentes ou deplor&aacute;veis, de v&aacute;rias formas diferentes. Era. De uns tempos pra c&aacute; a Ilha, durante essa &eacute;poca, tornou-se uma esp&eacute;cie de ponto de encontro de pagodeiros, baderneiros, cachaceiros e outros “eiros”, nada adequado para fam&iacute;lias pacatas com crian&ccedil;as pequenas. No &uacute;ltimo Ano-Novo em que passamos l&aacute; parecia que o local estava sendo invadido por todos os figurantes dos filmes do Senhor dos An&eacute;is – os do mal. E estava chovendo muito. E fazia frio. Do ponto de vista gastron&ocirc;mico o marido salvava a p&aacute;tria com seus pratos maravilhosos. Mas pass&aacute;vamos o dia e a noite trabalhando, descascando camar&otilde;es, picando cebola, cozinhando e lavando lou&ccedil;a. &Agrave; meia noite, nossos farrapos tomavam um gole de champagne e ca&iacute;am dormindo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bem, para encurtar a hist&oacute;ria, o reveillon decisivo para nossa mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos festivos foi um verdadeiro pesadelo passado em Florian&oacute;polis. H&aacute; um texto detalhado sobre essa tragic&ocirc;mica passagem publicado nesse site (arquivo: “o reveillon dos hollibolas”), mas resumo: o tempo estava maravilhoso, por&eacute;m nossa filha ficou doente. Muuuito doente, gripe braba, febre alt&iacute;ssima. Praticamente n&atilde;o sa&iacute;mos da pousada, que era de uma dupla de holandeses. No dia 31, nossa filha come&ccedil;ou a melhorar, e haveria uma festa na pousada. Por&eacute;m, &agrave; tarde meu marido e o dono do lugar se desentenderam feio, e ele n&atilde;o quis sair do quarto para a tal “festa”. Como a crian&ccedil;a queria comemorar, descemos s&oacute; n&oacute;s duas para a piscina, onde a festinha rolava. Cen&aacute;rio: vinte holandeses e n&oacute;s duas, sem chances de comunica&ccedil;&atilde;o. Card&aacute;pio: hollibolas, o prato t&iacute;pico holand&ecirc;s para o reveillon, que consiste em uma esp&eacute;cie de bolota de massa frita recheada com frutas e coberta de a&ccedil;&uacute;car. Estavam frios. E gordurosos. Com cerveja para acompanhar, foi a pior gororoba que j&aacute; comi na vida. Para piorar, hordas de baratas chegavam de todos os lados, atra&iacute;das pelo cheiro da coisa. No final, o marido salvou a p&aacute;tria, desistindo do bico e servindo uma lentilha – que foi devorada em segundos por todos. Mesmo assim, ficou o saldo: nunca mais pagaremos micoooo! (m&uacute;sica de fundo do filme “E o vento levou&#8230;” nosso reveillon!)</span></span></p>
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		<title>Caranguejo - Frescor em meio ao caos</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 19:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando se tem muitas expectativas de um lugar, dificilmente o resultado final &#233; bom. Eu ouvi tanto falar do caranguejo de Copacabana, que n&#227;o podia mais esperar para conhecer o restaurante e suas del&#237;cias de frutos de mar e aperitivos. Um restaurante simples em Copacabana, estilo boteco carioca que eu adoro e com frutos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Quando se tem muitas expectativas de um lugar, dificilmente o resultado final &eacute; bom. Eu ouvi tanto falar do caranguejo de Copacabana, que n&atilde;o podia mais esperar para conhecer o restaurante e suas del&iacute;cias de frutos de mar e aperitivos. Um restaurante simples em Copacabana, estilo boteco carioca que eu adoro e com frutos do mar frescos. Parecia a receita perfeita, mas deixou a desejar.</p>
<p class="MsoNormal">O restaurante fica na movimentada esquina da Xavier da Silveira com Barata Ribeiro, com uma decora&ccedil;&atilde;o de boteco, simples e mesas de pl&aacute;stico do lado de fora. Os gar&ccedil;ons s&atilde;o tipicamente cariocas, mais velhos, meio desatentos em momentos e seus melhores amigos nos pr&oacute;ximos. Acima de tudo eficientes em trazer um chopp gelado. O resultado final &eacute; a clara sensa&ccedil;&atilde;o de que vc est&aacute; no Rio de Janeiro.</p>
<p class="MsoNormal">De entrada fomos de pastel de camar&atilde;o e siri. O primeiro &eacute; sequinho, bem grande, tem um creme saboroso e leve que conta com alguns camar&otilde;es gra&uacute;dos e carnudos. O segundo &eacute; simplesmente um creme de siri catado, senti um pouco de falta de mais siri, para deixar aquele gosto simples e fresco. Al&eacute;m disso, as empadas s&atilde;o altamente recomendadas, mas essa minha nova fase de dieta n&atilde;o me permitiu ir t&atilde;o longe.</p>
<p class="MsoNormal">Para o prato principal eu tenho que admitir que fomos ousados. Resolvemos ir de moqueca de camar&atilde;o, esperava que os grandes elogios fossem se converter em um achado no Rio de Janeiro, ledo engano. Infelizmente para come&ccedil;ar n&atilde;o foi servida uma moqueca, simples assim, e n&atilde;o porque n&atilde;o tinha dend&ecirc; – est&aacute; &eacute; uma velha briga entre baianos e capixabas, n&oacute;s chamamos a moqueca capixaba de ensopado, pois n&atilde;o tem dend&ecirc; – pois simplesmente n&atilde;o era. Os camar&otilde;es eram grandes e carnudos, frescos estavam em um creme, que mais parecia um pir&atilde;o que uma moqueca ou ensopado. N&atilde;o chegava a ser um bob&oacute;, pois n&atilde;o tinha a suavidade do aipim. Para acompanhar uma farofa, que tamb&eacute;m n&atilde;o tinha dend&ecirc;, de farinha grosseira e um pir&atilde;o – que tinha a mesma consist&ecirc;ncia da moqueca – com pedacinhos de peixe do caldo que serviu de base. Achei a comida um pouco sem sal al&eacute;m de tudo. N&atilde;o posso dizer que estava ruim, simplesmente n&atilde;o era o que eu pedi.</p>
<p class="MsoNormal">N&atilde;o pedimos sobremesa, mas acho que vou dar mais uma chance para l&aacute;. Os frutos do mar eram muitos frescos e mesmo os camar&otilde;es da minha “pir&atilde;ozada” estavam muito gostosos. Acho que vou voltar l&aacute; e pedir um prato de grelhados para tirar o que eles tem de melhor, frescor. No final, depois do que comemos n&atilde;o achei caro, mas tamb&eacute;m n&atilde;o bebemos.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rating:</strong> 2 out of 5 stars</p>
<p class="MsoNormal">Caranguejo<br />
Rua Barata Ribeiro 771<br />
Copacabana – Rio de Janeiro<br />
Tel – 21 - 2235-1249</p>
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		<title>Consegui descobrir o ant&#237;doto anticlima de Natal!</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/consegui-descobrir-o-antidoto-anticlima-de-natal.htm</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 18:49:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcia Luz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[            Que fique bem claro uma coisa: eu n&#227;o detesto o Natal. Muito pelo contr&#225;rio, adoro essa data com todo o seu significado. Adoro a reuni&#227;o de fam&#237;lia, a celebra&#231;&#227;o, a ceia, em cada um leva o prato que melhor sabe fazer, e todos compartilham tudo. E o Natal na casa da minha sogra &#233; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>Que fique bem claro uma coisa: eu n&atilde;o detesto o Natal. Muito pelo contr&aacute;rio, adoro essa data com todo o seu significado. Adoro a reuni&atilde;o de fam&iacute;lia, a celebra&ccedil;&atilde;o, a ceia, em cada um leva o prato que melhor sabe fazer, e todos compartilham tudo. E o Natal na casa da minha sogra &eacute; assim. Todo mundo se d&aacute; bem, todo mundo est&aacute; feliz, muitas crian&ccedil;as, enfim, &eacute; festa das boas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>Natal, para mim, &eacute; uma &eacute;poca especialmente de paz: paz de esp&iacute;rito, reflex&atilde;o, serenidade. &Eacute; s&eacute;rio, parece lugar-comum, mas n&atilde;o &eacute;, e eu vou dizer porque. Existe uma conspira&ccedil;&atilde;o social para transformar o Natal em sin&ocirc;nimo de ansiedade e histeria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>A “campanha” come&ccedil;a mais ou menos entre o fim de setembro e o come&ccedil;o de outubro – espero n&atilde;o viver para ver o dia em que vai come&ccedil;ar logo depois da P&aacute;scoa. Sorrateiramente, os comerciantes come&ccedil;am a expor produtos natalinos em suas vitrines, sutilmente no in&iacute;cio, um Papai Noel aqui, uma arvorezinha ali&#8230; A&iacute;, os mais apressados come&ccedil;am a se co&ccedil;ar – “meu Deus, o Natal est&aacute; chegando, preciso comprar enfeites, luzinhas, come&ccedil;ar a pensar nos presentes”. N&atilde;o suporto essa acelera&ccedil;&atilde;o do tempo. At&eacute; alguns anos atr&aacute;s, esse clima s&oacute; come&ccedil;ava, no m&aacute;ximo, no fim de novembro. Mas n&atilde;o. Em meados de outubro as casas j&aacute; come&ccedil;am a exibir luzinhas, as lojas come&ccedil;am a tocar dingob&eacute;u, os enfeites j&aacute; tomam conta de meia cidade e os shoppings come&ccedil;am a encher. Crise, sei. T&aacute; bom. E as propagandas? V&atilde;o num crescendo at&eacute; tomar conta completamente da programa&ccedil;&atilde;o televisiva, das revistas, dos jornais. Argh. Aquele mantra irritante: o Natal est&aacute; chegandoooo&#8230; coooompreee&#8230; compreeeee&#8230; voc&ecirc; est&aacute; perdendo tempo&#8230; &Eacute; shopping sorteando carro, &eacute; promo&ccedil;&atilde;o do tipo “s&oacute; pague em junho do ano que vem (quando costumamos estar mais duros do que nunca). A&iacute; fica dif&iacute;cil controlar a ansiedade. Parece que uma necessidade onipresente vai tomando conta, mesmo que eu tente ignorar uma vozinha fica repetindo l&aacute; dentro: “&Eacute; Natal! Fa&ccedil;a alguma coisa!”. Ai, fazer o que? Compras? A&iacute; vem a revolta. N&atilde;o, Natal n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de compras! Por que eu tenho que fazer compras?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>Nesse ano n&atilde;o. Estou calma e tranq&uuml;ila assistindo pela janela o auge da histeria coletiva. Shoppings entupidos de gente. Eventos todo santo dia, toda noite, confraterniza&ccedil;&otilde;es hip&oacute;critas de firmas pipocando por todo lado, almo&ccedil;os e jantares de fim de ano da empresa, da academia, do clube, de tudo. Al&eacute;m do surto de solidariedade que s&oacute; acontece nessa &eacute;poca (nada contra, claro, mas podia ser o ano inteiro). Pessoas que n&atilde;o costumam dar bom dia ao porteiro de repente se tornam t&atilde;&atilde;&atilde;o boazinhas&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>Mas eu n&atilde;o caio nessa, r&aacute;! A parte da solidariedade j&aacute; &eacute; rotina, e aqui em casa costumamos fazer doa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; no Natal para um projeto social bem bacana desenvolvido por um casal de amigos. Quanto ao resto, estou totalmente fora. N&atilde;o fui e nem vou a nenhum evento, exceto o Natal com a fam&iacute;lia. N&atilde;o entrei nem vou entrar em nenhum shopping para fazer compras. Principalmente, n&atilde;o estou nem vou ficar ansiosa. Vou me preparar para o Natal com calma e serenidade, comprar s&oacute; o que for necess&aacute;rio em lojas de rua e, principalmente, limpar a casa e a alma para comemorar a data dando-lhe a import&acirc;ncia profunda que ela merece.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bof.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A maravilhosa dieta da Marcia - uma saga</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/a-maravilhosa-dieta-da-marcia-uma-saga.htm</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 18:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcia Luz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem, eu j&#225; comentei em outro texto publicado aqui que tenho pavor de dieta. Que acredito em exerc&#237;cio constante e alimenta&#231;&#227;o equilibrada pra manter a forma. Que dieta &#233; coisa de gordo – parece &#243;bvio, mas me refiro &#224;quela ou &#224;quele parente que todo mundo tem que vive de dieta mas nunca emagrece. Claro, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bem, eu j&aacute; comentei em outro texto publicado aqui que tenho pavor de dieta. Que acredito em exerc&iacute;cio constante e alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada pra manter a forma. Que dieta &eacute; coisa de gordo – parece &oacute;bvio, mas me refiro &agrave;quela ou &agrave;quele parente que todo mundo tem que vive de dieta mas nunca emagrece. Claro, o cara passa a semana comendo alface ou tomando sucos milagrosos e chega no domingo, percebe que s&oacute; emagreceu 100 gramas e se joga na macarronada e no sorvete.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por&eacute;m, leitores, fiz uma incr&iacute;vel, sensacional descoberta: dieta funciona!!!! Ou melhor, a “minha” dieta funcionou! Consegui eliminar os cinco quilos de excesso pr&oacute;prio que me irritavam h&aacute; pelo menos dois anos! Uia! N&atilde;o que eu estivesse realmente gorda, tem a quest&atilde;o da idade – trinta e algo – que acarreta num acr&eacute;scimo digamos, “normal” de alguns quilinhos com o passar do tempo, essa baboseira toda. Comigo n&atilde;o, viol&atilde;o! Se eu sou capaz de fazer uma hora e meia de exerc&iacute;cio intenso todo dia, como &eacute; que n&atilde;o perco peso? Bof.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora que cheguei l&aacute;, vou compartilhar minhas excitantes descobertas com voc&ecirc;s. Penso at&eacute; em lan&ccedil;ar um livro! T&aacute;, menos. Vamos l&aacute;. Primeiro, &eacute; necess&aacute;rio esclarecer que eu n&atilde;o decidi fazer dieta porque estava insatisfeita com meu corpo (eu AMO meu corpitcho). Nada disso. Foi por uma quest&atilde;o de honra. Como &eacute; que uma malhadora compulsiva n&atilde;o perdia peso? M&uacute;sculos? Conversa&#8230; Como boa ariana, adoro um desafio. A&iacute; encasquetei. Ou eu perco os tais cinco quilos ou n&atilde;o me chamo M&aacute;rcia. Entrei nessa h&aacute; um ano, e passei um bom tempo naquela de perder dois, ganhar um, perder tr&ecirc;s, ganhar dois, uma tortura. O corpinho n&atilde;o queria saber de me obedecer. Mas n&atilde;o desanimei, ao contr&aacute;rio, fui ficando cada vez mais man&iacute;aca. Ou eu ou eu!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A decis&atilde;o de fazer dieta – entenda-se por dieta o &oacute;bvio, sem inven&ccedil;&otilde;es, cortar<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>coisas engordantes e comer coisas n&atilde;o engordantes – veio com outra decis&atilde;o important&iacute;ssima: fazer dieta sem sofrer. Sem deixar de ser feliz. E o que isso significa para mim? Aten&ccedil;&atilde;o, agora a louca entra em cena. Fiz uma lista de prazeres que n&atilde;o poderiam ser cortados:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">- beber vinho todo dia no jantar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">- comer picanha com maionese no domingo, obviamente com cerveja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">- manter o boteco quinzenal com o marido e o camar&atilde;o abra&ccedil;adinho</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">- manter o almo&ccedil;o semanal de l&iacute;ngua com pur&ecirc;, &agrave;s quintas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">- continuar curtindo a minha massinha (pizza margherita e lasanha &agrave; bolonhesa) de vez em quando (tradu&ccedil;&atilde;o: toda semana. E no jantar)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Ah, yes. Agora vou fazer dieta, emagrecer e ser feliz. N&atilde;o riam! N&atilde;o tem doce na minha lista, t&aacute;? Nada de chocolates, tortas, biscoitos e afins. R&aacute;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A&iacute; come&ccedil;ou uma guerra insana. A cada fatia de pizza ingerida, a cada picanha dominical, eu acrescentava mais tempo de exerc&iacute;cio. Quando bati nas duas horas di&aacute;rias de malha&ccedil;&atilde;o – e o ponteiro da balan&ccedil;a quietinho no mesmo lugar – meu m&eacute;dico (sim, teve um maluco que me apoiou nessa hist&oacute;ria) disse: daqui a pouco voc&ecirc; vira o Schwartzenegger e vai ter que parar de trabalhar pra malhar o dia todo. A canalha aqui ainda tentou culpar o marido italiano que cozinha bem (texto maridos x dietas no arquivo deste site). Chibatadas em mim, pois foi ele quem deu o passo fundamental nessa hist&oacute;ria: decidiu fazer dieta tamb&eacute;m. Por raz&otilde;es de sa&uacute;de, depois de um checkup, colesterol alto, etc.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A&iacute; veio o grande lance: minha cara-metade cometeu o ato mais corajoso, mais macho, mais admir&aacute;vel que eu j&aacute; vi. O que eu n&atilde;o tive peito pra fazer. Simplesmente eliminou qualquer tipo de farinha branca da sua vida. Como eu sou uma boa companheira, entrei de sola com ele. P&atilde;o integral. Nada de pizza, lasanha ou macarr&atilde;o. Sem conversa, afinal, &eacute; a sa&uacute;de que est&aacute; em jogo. Pior: o m&eacute;dico sentenciou que ele tamb&eacute;m n&atilde;o podia mais ingerir derivados de leite (queeeijo, bu&aacute;&aacute;&aacute;&#8230;)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O mais impressionante &eacute; que&#8230; foi fac&iacute;limo! O mais dif&iacute;cil &eacute; tomar a decis&atilde;o! Eliminar a id&eacute;ia farinh&iacute;stica do c&eacute;rebro! Pronto!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Para apoi&aacute;-lo totalmente, me joguei na cozinha. N&atilde;o o deixava nem lembrar da palavra p&atilde;o: quando chegava do trabalho, l&aacute; estava a doce esposinha com o jantar pronto: franguinho grelhado com chuchu (ele teve que revogar a avers&atilde;o &agrave; ave), rosbife com p&atilde;o integral e chutney, canja. Fui melhorando o repert&oacute;rio: pur&ecirc; de ab&oacute;bora com carne-seca, m&uacute;sculo desfiado com br&oacute;colis ao alho (azeite de oliva liberado), salpic&atilde;o com um tiquito de maionese, iogurte desnatado e azeite de oliva, salm&atilde;o grelhado com pur&ecirc; de espinafre, bife &agrave; rol&ecirc; com couve-flor refogada na oliva e sal, e por a&iacute; vai. Quer saber? Tudo uma del&iacute;cia. Sem um tiquinho de massa, batata, cremes e afins.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">No domingo, a gente continua se jogando na picanha. O vinho di&aacute;rio continua.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O resultado: estamos magros, lindos, gostosos e altamente apaixonados (para n&atilde;o usar um termo mais picante).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Conclus&otilde;es important&iacute;ssimas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">* farinha e batata engorda mesmo. N&atilde;o tem jeito.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">* persist&ecirc;ncia &eacute; tudo. Tem que encarar com coragem e sem mesquinharias – ai, n&atilde;o vivo sem o meu p&atilde;ozinho&#8230; vive sim, pregui&ccedil;oso!<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>E tem mais: tem que ser pra sempre. N&atilde;o adianta correr pra pizzaria porque emagreceu, n&atilde;o existe liberdade, voc&ecirc; tem que manter a coisa o resto da vida. Deixe a safadeza para ocasi&otilde;es especiais, e s&oacute;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">* produtos light s&atilde;o pura enrola&ccedil;&atilde;o. Desculpa de quem n&atilde;o quer abrir m&atilde;o das coisas. Leite condensado light, ent&atilde;o, &eacute; uma piada de mau gosto. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">* companheirismo tamb&eacute;m &eacute; tudo. Essa hist&oacute;ria de comidinha especial s&oacute; pra um enquanto o c&ocirc;njuge se esbalda na macarronada &eacute; uma sacanagem sem tamanho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">* corpo bonito e saud&aacute;vel n&atilde;o tem pre&ccedil;o. Mesmo. Me sinto com vinte aninhos. N&atilde;o troco isso por lasanha nenhuma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Agora tchau que eu vou estrear meu biquininho novo.</span></span></p>
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		<title>Entre o riso e a repulsa - a espuma chegou l&#225;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 17:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Márcia Luz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois que li o texto da minha amiga Moni (est&#225; logo abaixo) sobre as bizarrices gastron&#244;micas, me dei conta do quanto eu me divirto lendo e escrevendo sobre esse riqu&#237;ssimo assunto: as bizarrices, afinal, est&#227;o por toda parte. E isso &#233; bom, &#233; um reflexo da liberdade culin&#225;ria dos dias de hoje, todo mundo quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Depois que li o texto da minha amiga Moni (est&aacute; logo abaixo) sobre as bizarrices gastron&ocirc;micas, me dei conta do quanto eu me divirto lendo e escrevendo sobre esse riqu&iacute;ssimo assunto: as bizarrices, afinal, est&atilde;o por toda parte. E isso &eacute; bom, &eacute; um reflexo da liberdade culin&aacute;ria dos dias de hoje, todo mundo quer fazer e experimentar de tudo, afinal. Sem medo do rid&iacute;culo. E o que seria do humor se n&atilde;o houvesse o rid&iacute;culo?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Bem, o fato &eacute; que recentemente uma bizarrice realmente impressionante foi cometida em nome da liberdade gastron&ocirc;mica, e n&atilde;o d&aacute; para deixar de coment&aacute;-la – ali&aacute;s, fiquei surpresa com o fato de que nenhum colega de blogagens gastron&ocirc;micas comentou sobre o assunto: a experi&ecirc;ncia McGourmet. Trata-se de uma iniciativa da rede McDonald´s que promove degusta&ccedil;&otilde;es “diferentes” para promover a aproxima&ccedil;&atilde;o da empresa com imprensa e empres&aacute;rios. Como n&atilde;o participei do evento, n&atilde;o posso comentar sobre os pratos. Mas confesso que, quando li em alguns jornais de Curitiba sobre o que foi servido na degusta&ccedil;&atilde;o, fiquei indecisa entre a repulsa e o riso. Leitores, tirem suas pr&oacute;prias conclus&otilde;es.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Imaginem uma culin&aacute;ria pseudo-contempor&acirc;nea, fusion, sei l&aacute;, elaborada com ingredientes utilizados nos lanches do Mc. Segundo li, os pratos foram elaborados de forma a brincar com texturas e temperaturas (a textura mais marcante que sinto quando como um lanche de l&aacute; &eacute; a de isopor, mas vamos dar uma chance). Minialm&ocirc;negas de Chicken Grill com Coca-Cola reduzida. Sopa Gelada de Cenourita com suco de maracuj&aacute; (artificial, creio). Salada de folhas com espuma de Fanta Laranja (!!!!! espuma de corante!!!!!). Agora tirem as crian&ccedil;as da sala: moqueca de McFish com espuma de &aacute;gua de coco. E, aten&ccedil;&atilde;o portadores de doen&ccedil;as card&iacute;acas, o gran finale: barreado de Big Tasty servido com tostada de p&atilde;o de Big Mac e pur&ecirc; de banana!!!!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Houve quem considerasse a experi&ecirc;ncia “uma explos&atilde;o surpreendente de sabores”!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">&Eacute; o apocalipse chegando?</span></span></p>
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		<title>De volta em janeiro!</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 02:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo s&#243; para avisar aos leitores que, em janeiro, voltarei a escrever para este querido espa&#231;o. Para quem n&#227;o sabe, me tornei pai em agosto, o que deixou minha vida um bocado atraibulada. Mas agora as coisas est&#227;o se acalmando e eu estou conseguindo me organizar melhor. Al&#233;m disso, voltou a vontade de escrever sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo s&oacute; para avisar aos leitores que, em janeiro, voltarei a escrever para este querido espa&ccedil;o. Para quem n&atilde;o sabe, me tornei pai em agosto, o que deixou minha vida um bocado atraibulada. Mas agora as coisas est&atilde;o se acalmando e eu estou conseguindo me organizar melhor. Al&eacute;m disso, voltou a vontade de escrever sobre comidas.</p>
<p>Nos vemos, ent&atilde;o, em janeiro!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Azumi - Japon&#234;s de verdade no Rio de Janeiro</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/azumi-japones-de-verdade-no-rio-de-janeiro.htm</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 17:40:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que eu comecei a escrever esse blog, tenho me aventurado muito mais para conhecer lugares diferentes e ter sempre assunto para escrever aqui. O Azumi, em Copacabana est&#225; minha lista desde o come&#231;o, ontem, finalmente o dia chegou e n&#227;o deixou a desejar, era mais ou menos o que eu imaginava, com algumas surpresas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span>Desde que eu comecei a escrever esse blog, tenho me aventurado muito mais para conhecer lugares diferentes e ter sempre assunto para escrever aqui. O Azumi, em Copacabana est&aacute; minha lista desde o come&ccedil;o, ontem, finalmente o dia chegou e n&atilde;o deixou a desejar, era mais ou menos o que eu imaginava, com algumas surpresas bem positivas. O Azumi &eacute; o mais tradicional japon&ecirc;s do Rio de Janeiro, tem uma decora&ccedil;&atilde;o p&eacute;ssima, fica em um lugar perto de casas de show duvidosas e &eacute; muito mal decorado, mas tudo isso j&aacute; era esperado. Ao chegarmos fomos recepcionados pelos japoneses, que tomam conta do restaurante, muito simp&aacute;ticos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Para come&ccedil;ar pedimos um edamame, que s&atilde;o vagens de soja (ser&aacute; que posso chamar assim) salgadinhas de onde saem, ao apertar com os seus dentes, deliciosos “feij&otilde;es” verdes, que com o salgadinho que est&aacute; na casca fazem daquilo o mais pr&oacute;ximo que eu conhe&ccedil;o do amendoim cozido do S&atilde;o Jo&atilde;o na Bahia. Depois passarmos para um “carpaccio” de atum e peixe branco, com um molho leve, puxado no lim&atilde;o, cebolinha e um rabanete ralado com pimenta, leve e saboroso. Al&eacute;m disso, pedimos um tartar de atum, com um ovo de codorna cru e finas tirinhas de alga bem sequinhas, as texturas do atum com o ovo, se misturavam com a alga e davam um sabor e textura diferente de todos os tartars que j&aacute; provei. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Come&ccedil;amos pelos grelhados, com a pele do salm&atilde;o fresca grelhada que &eacute; completamente diferente do que eu estava acostumado a comer em outros restaurantes. Depois partimos para uma ostra – enorme! –que &eacute; grelhada aberta na casca com um leve molho que lembra um desses caldos japoneses para peixe, excepcionalmente leve. A ostra fica sequinha e com as bordas levemente queimadas por cima, a parte de baixo protegida pela concha tem a textura de algo que foi levemente cozido, mas n&atilde;o ao ponto de perder a sua textura macia e leve. Os sabores se misturavam o doce do queimado das bordas com o gosto de mar da ostra da parte de baixo, absolutamente incr&iacute;vel. Al&eacute;m disso, pedimos lulas grelhadas, simples an&eacute;is de lula grelhados fazendo a sua textura atingir uma semi perfei&ccedil;&atilde;o, com um gosto suave que s&oacute; algo cozido por um longo tempo pode ter, sem a pressa dos clientes. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Passamos para os sushis, naquele ponto j&aacute; estava convencido que tinha achado um lugar incr&iacute;vel, nem precisava o sushi ser bom. Pedimos um combinado simples de sushis e sashimis, estavam todos muito bons, com cortes precisos e grossos, como devem ser. Os peixes eram realmente frescos, diferente do que comemos em muitos restaurantes por a&iacute;, o atum se destacou em minha opini&atilde;o, mas na mesa cada um escolheu o seu preferido e quase que n&atilde;o tinha repeteco, acho que uma afirma&ccedil;&atilde;o da qualidade do peixe. Para finalizar pedimos ainda uma dupla ex&oacute;tica de um mini polvo, que vem vermelho, em cima do arroz, a consist&ecirc;ncia &eacute; quase que de um rabanete ou uma beterraba e tem um gosto completamente diferente do que j&aacute; tinha provado de polvo, n&atilde;o foi o meu favorito, mas achou seus f&atilde;s na mesa. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A conta n&atilde;o foi barata exatamente, mas tomamos uma garrafa de sake e vamos combinar foi um festival gastron&ocirc;mico. Acho que vale cada centavo pago para os bons apreciadores de comida. O servi&ccedil;o foi ok, sem atrapalhar, mas tamb&eacute;m sem ser considerado um diferencial. A ostra que eu comi l&aacute; n&atilde;o deve nada a nenhum restaurante japon&ecirc;s que eu j&aacute; fui. Sem d&uacute;vidas &eacute; um programa imbat&iacute;vel no Rio de Janeiro para os apreciadores da culin&aacute;ria japonesa. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Rating:</strong> 4 out of 5 stars </p>
<p class="MsoNormal"><span>Azumi</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>R. Ministro Viveiro de Castro, 127<br />
Copacabana – Rio de Janeiro<br />
Tel – 21-2541-4294</span></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
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		<item>
		<title>Bizarrices gastron&#244;micas</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/bizarrices-gastronomicas.htm</link>
		<comments>http://www.comensais.com.br/bizarrices-gastronomicas.htm#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 17:18:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Mattos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os que t&#234;m um m&#237;nimo de respeito pela gastronomia ir&#227;o concordar comigo. De uns anos para c&#225; as cidades foram invadidas por uma esp&#233;cie de restaurante incompreens&#237;vel para mim. As churrascarias. Calma, n&#227;o estou falando daqueles antigos e tradicionais restaurantes em que – embora nunca tenham sido o meu g&#234;nero preferido – os gar&#231;ons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Todos</span><span style="font-family: Arial;"> os </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> t&ecirc;m </span><span style="font-family: Arial;">um</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">m&iacute;nimo</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">respeito</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">pela</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">gastronomia</span><span style="font-family: Arial;"> ir&atilde;o </span><span style="font-family: Arial;">concordar</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">comigo</span><span style="font-family: Arial;">. De uns </span><span style="font-family: Arial;">anos</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">para</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">c&aacute;</span><span style="font-family: Arial;"> as </span><span style="font-family: Arial;">cidades</span><span style="font-family: Arial;"> foram invadidas </span><span style="font-family: Arial;">por</span><span style="font-family: Arial;"> uma </span><span style="font-family: Arial;">esp&eacute;cie</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">restaurante</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">incompreens&iacute;vel</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">para</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">mim</span><span style="font-family: Arial;">. As </span><span style="font-family: Arial;">churrascarias</span><span style="font-family: Arial;">. </span><span style="font-family: Arial;">Calma</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">n&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> estou falando daqueles </span><span style="font-family: Arial;">antigos</span><span style="font-family: Arial;"> e tradicionais </span><span style="font-family: Arial;">restaurantes</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">em</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> – </span><span style="font-family: Arial;">embora</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">nunca</span><span style="font-family: Arial;"> tenham sido o </span><span style="font-family: Arial;">meu</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">g&ecirc;nero</span><span style="font-family: Arial;"> preferido – os </span><span style="font-family: Arial;">gar&ccedil;ons</span><span style="font-family: Arial;"> se limitavam a </span><span style="font-family: Arial;">servir</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">picanhas</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">alcatras</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">costelas</span><span style="font-family: Arial;"> e </span><span style="font-family: Arial;">similares</span><span style="font-family: Arial;"> acompanhadas de sensatas </span><span style="font-family: Arial;">por&ccedil;&otilde;es</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">saladas</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">farofa</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">maionese</span><span style="font-family: Arial;"> e, no </span><span style="font-family: Arial;">m&aacute;ximo</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">banana</span><span style="font-family: Arial;"> &agrave; milanesa. </span><span style="font-family: Arial;">N&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">eu</span><span style="font-family: Arial;"> estou falando das modernas e hist&eacute;ricas </span><span style="font-family: Arial;">churrascarias</span><span style="font-family: Arial;">. Aquelas </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> colocam num </span><span style="font-family: Arial;">mesmo</span><span style="font-family: Arial;"> buffet </span><span style="font-family: Arial;">mariscos</span><span style="font-family: Arial;"> ao </span><span style="font-family: Arial;">lado</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">lasanhas</span><span style="font-family: Arial;">, sushis com gosto de pl&aacute;stico dividindo </span><span style="font-family: Arial;">espa&ccedil;o</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">com</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">risoto</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">peixe</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">assado</span><span style="font-family: Arial;"> brigando </span><span style="font-family: Arial;">com</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">queijos</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">salames</span><span style="font-family: Arial;">, azeitonas e </span><span style="font-family: Arial;">muitos</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">mas</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">muitos</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">gar&ccedil;ons</span><span style="font-family: Arial;"> baratinados ziguezagueando </span><span style="font-family: Arial;">pelo</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">sal&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">com</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">carnes</span><span style="font-family: Arial;"> no </span><span style="font-family: Arial;">espeto</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">queijos</span><span style="font-family: Arial;"> derretidos no </span><span style="font-family: Arial;">espeto</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">abacaxis</span><span style="font-family: Arial;"> no </span><span style="font-family: Arial;">espeto</span><span style="font-family: Arial;">. </span><span style="font-family: Arial;">Enquanto</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">isso</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">outros</span><span style="font-family: Arial;"> insistem </span><span style="font-family: Arial;">em</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">colocar</span><span style="font-family: Arial;"> no </span><span style="font-family: Arial;">seu</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">prato</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">nhoques</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">fritos</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">espaguete</span><span style="font-family: Arial;"> aos </span><span style="font-family: Arial;">molhos</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">mais</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">estranhos</span><span style="font-family: Arial;"> do </span><span style="font-family: Arial;">mundo</span><span style="font-family: Arial;"> e outras </span><span style="font-family: Arial;">op&ccedil;&otilde;es</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">n&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> combinam </span><span style="font-family: Arial;">com</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">nada</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> foi citado </span><span style="font-family: Arial;">at&eacute;</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">agora</span><span style="font-family: Arial;">. Assustada, </span><span style="font-family: Arial;">eu</span><span style="font-family: Arial;"> pergunto: </span><span style="font-family: Arial;">mas</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">colocar</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">onde</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">mo&ccedil;o</span><span style="font-family: Arial;">? </span><span style="font-family: Arial;">N&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> cabe. No </span><span style="font-family: Arial;">meu</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">prato</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">j&aacute;</span><span style="font-family: Arial;"> tem uma </span><span style="font-family: Arial;">picanha</span><span style="font-family: Arial;"> sangrando, </span><span style="font-family: Arial;">mexilh&otilde;es</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">lasanha</span><span style="font-family: Arial;">, bolinho de bacalhau, sushi e </span><span style="font-family: Arial;">tr&ecirc;s</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">tipos</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">queijo</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">onde</span><span style="font-family: Arial;"> p&ocirc;r o </span><span style="font-family: Arial;">nhoque</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">frito</span><span style="font-family: Arial;">? &Eacute; </span><span style="font-family: Arial;">um</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">festival</span><span style="font-family: Arial;"> surreal. </span><span style="font-family: Arial;">Mas</span><span style="font-family: Arial;"> a </span><span style="font-family: Arial;">pior</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">parte</span><span style="font-family: Arial;"> e </span><span style="font-family: Arial;">mais</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">ca&oacute;tica</span><span style="font-family: Arial;"> deste </span><span style="font-family: Arial;">tipo</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">aventura</span><span style="font-family: Arial;"> bizarro-gastron&ocirc;mica que alguns insistem </span><span style="font-family: Arial;">em</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">chamar</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">refei&ccedil;&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> &eacute; a impossibilidade de </span><span style="font-family: Arial;">manter</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">um</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">di&aacute;logo</span><span style="font-family: Arial;"> &agrave; </span><span style="font-family: Arial;">mesa</span><span style="font-family: Arial;">. </span><span style="font-family: Arial;">Bem</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">preciso</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">fazer</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">aqui</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">um</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">par&ecirc;nteses</span><span style="font-family: Arial;"> e </span><span style="font-family: Arial;">explicar</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">para</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">mim</span><span style="font-family: Arial;">, o </span><span style="font-family: Arial;">mais</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">importante</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">momento</span><span style="font-family: Arial;"> numa </span><span style="font-family: Arial;">refei&ccedil;&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> &eacute; o compartilhamento, as </span><span style="font-family: Arial;">conversas</span><span style="font-family: Arial;">, a </span><span style="font-family: Arial;">del&iacute;cia</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">dividir</span><span style="font-family: Arial;"> uma </span><span style="font-family: Arial;">mesa</span><span style="font-family: Arial;">, uma </span><span style="font-family: Arial;">ocasi&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> e, &eacute; </span><span style="font-family: Arial;">claro</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">comidas</span><span style="font-family: Arial;"> deliciosas </span><span style="font-family: Arial;">com</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">pessoas</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> adoramos. </span><span style="font-family: Arial;">Outro</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">par&ecirc;nteses</span><span style="font-family: Arial;">: </span><span style="font-family: Arial;">por</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">este</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">motivo</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">eu</span><span style="font-family: Arial;"> sou particularmente </span><span style="font-family: Arial;">f&atilde;</span><span style="font-family: Arial;"> da </span><span style="font-family: Arial;">culin&aacute;ria</span><span style="font-family: Arial;"> japonesa </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">leva</span><span style="font-family: Arial;"> as </span><span style="font-family: Arial;">pessoas</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">inclusive</span><span style="font-family: Arial;"> a compartilharem de </span><span style="font-family: Arial;">um</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">mesmo</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">barco</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">sushis</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">por</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">exemplo</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">enquanto</span><span style="font-family: Arial;"> conversam despreocupadamente. &Eacute; o </span><span style="font-family: Arial;">m&aacute;ximo</span><span style="font-family: Arial;"> da </span><span style="font-family: Arial;">comunh&atilde;o</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">entre</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">amigos</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">ou</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">familiares</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">fecha</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">par&ecirc;nteses</span><span style="font-family: Arial;">. </span><span style="font-family: Arial;">Agora</span><span style="font-family: Arial;">, voltando &agrave; </span><span style="font-family: Arial;">cena</span><span style="font-family: Arial;"> da </span><span style="font-family: Arial;">hist&eacute;rica</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">churrascaria</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">eu</span><span style="font-family: Arial;"> pergunto: </span><span style="font-family: Arial;">como</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">algu&eacute;m</span><span style="font-family: Arial;"> na </span><span style="font-family: Arial;">face</span><span style="font-family: Arial;"> da </span><span style="font-family: Arial;">Terra</span><span style="font-family: Arial;"> conseguiria </span><span style="font-family: Arial;">manter</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">dois</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">minutos</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">um</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">di&aacute;logo</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">em</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">meio</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">&agrave;quele</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">caos</span><span style="font-family: Arial;">? </span><span style="font-family: Arial;">Eu</span><span style="font-family: Arial;"> digo </span><span style="font-family: Arial;">dois</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">minutos</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">porque</span><span style="font-family: Arial;"> &eacute; o </span><span style="font-family: Arial;">tempo</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">m&aacute;ximo</span><span style="font-family: Arial;"> at&eacute; o </span><span style="font-family: Arial;">gar&ccedil;om</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">com</span><span style="font-family: Arial;"> a </span><span style="font-family: Arial;">costela</span><span style="font-family: Arial;"> pingando </span><span style="font-family: Arial;">gordura</span><span style="font-family: Arial;"> no </span><span style="font-family: Arial;">seu</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">colo</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">interromper</span><span style="font-family: Arial;"> a </span><span style="font-family: Arial;">sua</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">conversa</span><span style="font-family: Arial;"> e o </span><span style="font-family: Arial;">outro</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">mo&ccedil;o</span><span style="font-family: Arial;">, o do </span><span style="font-family: Arial;">nhoque</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">frito</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">aparecer</span><span style="font-family: Arial;"> sorrindo e despejando aquela </span><span style="font-family: Arial;">estranha</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">iguaria</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">em</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">seu</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">abarrotado</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">prato</span><span style="font-family: Arial;">. E o </span><span style="font-family: Arial;">que</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">eu</span><span style="font-family: Arial;"> estava falando </span><span style="font-family: Arial;">mesmo</span><span style="font-family: Arial;">? </span><span style="font-family: Arial;">Qualquer</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">conversa</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">encerra</span><span style="font-family: Arial;"> </span><span style="font-family: Arial;">ali</span><span style="font-family: Arial;">, </span><span style="font-family: Arial;">sem</span><span style="font-family: Arial;"> nenhuma </span><span style="font-family: Arial;">chance</span><span style="font-family: Arial;"> de </span><span style="font-family: Arial;">recome&ccedil;ar</span><span style="font-family: Arial;">.</span></span></p>
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		<title>Apraz&#237;vel - Um pouco mais de Santa Teresa</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arthur</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu acho que pode ser o fim de Santa Teresa o fato que estou achando que tem v&#225;rias coisas boas e legais por l&#225;. Sei que n&#227;o sou o p&#250;blico padr&#227;o de l&#225;, mas sempre tive um carinho especial pelo bairro, que &#233; buc&#243;lico e deliciosamente antiquado. O Apraz&#237;vel, o qual eu j&#225; tinha ido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span>Eu acho que pode ser o fim de Santa Teresa o fato que estou achando que tem v&aacute;rias coisas boas e legais por l&aacute;. Sei que n&atilde;o sou o p&uacute;blico padr&atilde;o de l&aacute;, mas sempre tive um carinho especial pelo bairro, que &eacute; buc&oacute;lico e deliciosamente antiquado. O Apraz&iacute;vel, o qual eu j&aacute; tinha ido algumas outras vezes, &eacute; o s&iacute;mbolo de um charme que j&aacute; existe h&aacute; muito tempo. O bairro tamb&eacute;m recebeu nesse &uacute;ltimo m&ecirc;s um hotel de alto n&iacute;vel, com um restaurante chamado T&egrave;r&eacute;ze, que a Luciana Fr&oacute;es falou na semana passada e j&aacute; est&aacute; na minha lista. Mas voltemos ao que importa. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O Apraz&iacute;vel fica na Rua Apraz&iacute;vel, que &eacute; quase que escondida, o que torna a aventura ainda mais divertida. O restaurante fica em uma casa antiga, em uma pirambeira, como dir&iacute;amos na Bahia. O acesso &eacute; complicado por uma escadinha que tenho certeza nenhum arquiteto desenharia, mas quando vc chega l&aacute; em baixo vc j&aacute; nota que todo o esfor&ccedil;o vai valer a pena. A decora&ccedil;&atilde;o &eacute; r&uacute;stica, com muita madeira e um design que privilegia a beleza da madeira mais que o conforto. N&oacute;s sentamos na varanda perto da bar, as mesas dos gazebos e da balaustrada s&atilde;o disputadas, mas as outras n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o ruins assim. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Para come&ccedil;ar pedimos drinks, a minha caipiroska de tangerina estava impec&aacute;vel, refrescante e leve como um s&aacute;bado de sol pede. O mojito que o resto da mesa pediu tamb&eacute;m foi muito elogiado. Para entrada pedimos uma por&ccedil;&atilde;o de pasteis de ling&uuml;i&ccedil;a r&uacute;stica e queijo, com chutney de tomates, estava sequinho, saboroso e surpreendentemente leve. Al&eacute;m disso, pedimos um escondidinho de carne seca e pur&ecirc; de bar&ocirc;a que estava sensacional, a profundidade e suavidade da batata s&atilde;o a combina&ccedil;&atilde;o perfeita da textura e sal da carne seca, acho que o aipim perdeu o posto para mim, de acompanhamento ideal. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Para os pratos a mesa pediu pratos diferentes, todos estama bons, mas n&atilde;o a altura do ambiente, entradas e drinks. O meu prato foi uma galinhada, com feij&atilde;o de corda e banana da terra, estava saboroso, mas talvez um pouco caseiro de mais. O peixe da costa do maranh&atilde;o com molho de laranha e arroz de coco estava muito bem executado, e a lasanha de cogumelos parecia especialmente saborosa. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O servi&ccedil;o foi especialmente desatencioso, exigindo que cham&aacute;ssemos aten&ccedil;&atilde;o deles quase que toda a refei&ccedil;&atilde;o. A experi&ecirc;ncia foi super agrad&aacute;vel apesar do servi&ccedil;o, n&atilde;o sei se foram as companhias, o s&aacute;bado de sol, a caipiroska, o ambiente, mas sai de l&aacute; t&atilde;o satisfeito que tenho que ser justo e dar as estrelas que me v&ecirc;em a cabe&ccedil;a. Pensando bem, pode ter sido o sol, eu fui para praia mais cedo, evento raro para esse baiano no Rio de Janeiro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Rating:</strong> 4 out of 5 stars</p>
<p>Apraz&iacute;vel<br />
R. Apraz&iacute;vel, 62<br />
Santa Teresa – Rio de Janeiro<br />
Tel 21-2508-9174</span></p>
<p class="MsoNormal">ps: Eu n&atilde;o sabia que a Mariana tamb&eacute;m ia escrever sobre o bairro, mas acho que estamos em sincronia. </p>
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