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	<title>Comensais</title>
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	<description>Curiosidade insaciável</description>
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		<title>As cabras nas aldeias</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 20:09:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Convidado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Cesar Barroso Num arraial dominado por chateaux, precisa ter coragem de colocar “As Cabras nas Aldeias” o nome de um vinho. Total Wine é uma loja grande de vinhos aqui perto de casa. Suas longas prateleiras dividem os vinhos por uvas e países. Até aí, morreu Neves. Mas no final de cada prateleira tem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>por Cesar Barroso</em></p>
<p style="text-align: justify;">Num arraial dominado por chateaux, precisa ter coragem de colocar “As Cabras nas Aldeias” o nome de um vinho. Total Wine é uma loja grande de vinhos aqui perto de casa. Suas longas prateleiras dividem os vinhos por uvas e países. Até aí, morreu Neves. Mas no final de cada prateleira tem uma área com os rebeldes, os descamisados; vinhos de vinícolas desconhecidas ou de misturas de uvas incomuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguindo os impulsos de minha natureza, a passagem por essa área é obrigatória. Eis que há pouco dei com um rótulo atrativo: numa aldeia africana, uma mulher sentada no chão à frente de duas cabanas, e, embaixo de uma árvore um menino apascentando cabras. Origem: África do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">O vinho já foi se mostrando rebelde na caixa. Na prateleira o preço era US$6,99 e a leitura do código de barras acusou $10,99. Levei a moça comigo na prateleira para mostrar os $6,99. &#8211; “É, mas vale o que está no código de barras”. &#8211; “Não, senhora, vale o que está na prateleira”. A gerente veio e eu sabia que era parada ganha no país do custommer service. Levei um novo saca-rolhas para cobrir a diferença. “Esse vinho dá sorte”, pensei, “vamos ver se a mistura de 78% shiraz com 22% pinotage também dá”.</p>
<p style="text-align: justify;">O nome da vinícola é “As Cabras Vivem Vadiando”(“Goats do Roam”). Vê-se que a fixação caprina não está apenas no nome do vinho, mas é uma constante na vida do viticultor. O texto no verso da garrafa explica muita coisa. Vamos a ele:</p>
<p style="text-align: justify;">“A África faz desabrochar o melhor de cada pessoa. Com sua imensidade e beleza brutal, e a intensidade do seu cotidiano, a África extrai do mais fundo das reservas espirituais de cada um. Rebecca e Gary Mink mudaram-se dos Estados Unidos para os ermos do Caprivi na Namíbia do Norte onde fundaram o Children of Zion Village para cuidar dos órfãos da AIDS. Sua imensa coragem e determinação, porém, não podiam superar a limitação de seus recursos financeiros, e logo foram sobrepujados pela grandeza do problema. Foi feito um pedido urgente de cabras &#8211; e imediatamente um grupo de jovens cabritos e cabritas daqui do “As Cabras Vivem Vadiando” se apresentaram como voluntários e partiriam rápido para o norte para fornecer o leite nutritivo e a agradável companhia. Nossos colegas caprinos que permaneceram aqui no Western Cape, selecionaram com cuidado as uvas para fazer esse vinho complexo. Shiraz opulento e aromático, pinotage robusto e maduro, são cuidadosamente mixados para valorizar a fruta, enquanto uma carvalhagem(acuda, Guimarães Rosa! NT) ponderada adiciona elegância e estrutura, fazendo justiça ao nobre gesto das Cabras que Vadiam pelas Aldeias Africanas. Desfrutem esse vinho com carnes churrascadas e pratos de paladar forte”.</p>
<p style="text-align: justify;">Comensais, não é lindo quando criatividade, humor, gentileza, comiseração pelos que sofrem e respeito pelos animais se juntam numa garrafa de vinho? O vinho é bom, como anunciado, e realmente faz jus às cabras vadias do continente-mãe de onde saímos há 60 mil anos para povoar a Terra e vadiar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-876  aligncenter" title="rotulo" src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/1282032824_3_1_1_2_label_shot-300x255.jpg" alt="" width="300" height="255" /></p>
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		<title>Colesterolmente incorreto</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 03:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês, não sei, mas eu não estou agüentando mais um movimento de salvação da humanidade que, na falta de nome oficial, passo a chamar de telenutricionismo. Você liga a TV e lá está a repórter entrevistando um senhor solene ou uma senhora com ar triste acusando a alface não- orgânica de ser mais perigosa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vocês, não sei, mas eu não estou agüentando mais um movimento de salvação da humanidade que, na falta de nome oficial, passo a chamar de telenutricionismo. Você liga a TV e lá está a repórter entrevistando um senhor solene ou uma senhora com ar triste acusando a alface não- orgânica  de ser mais perigosa do que o Bin Laden. No outro canal, um xamã do Colorado, mais fotogênico do que Richard Gere fantasiado de índio velho, explica que a paz , neste mundo e no outro, depende da gente comer “comida viva”, o que me traz à mente minhocas se retorcendo no anzol. Não será surpresa para este blog se um dia desses o Fantástico tentar entrevistar a própria linhaça, foragida dos ateliês de pintura para brilhar na nossa mesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora começou a Grande Cruzada contra o Sal, seja você hiper-tenso ou o tenha uma pressão arterial de três por cinco. O mais curioso é que o grande vilão já foi o açúcar. Mesmo que o distinto consumidor não tivesse diabetes ou propensão à obesidade, o risco era de cair em melancolia profunda. Então, descobriram que o ciclamato dava câncer. E como viver é muito perigoso, também nos alertaram sobre a letalidade do colesterol – qualquer colesterol. Muita gente deve ter morrido por falta de HDL, antes de perceber que há o colesterol do bem e o colesterol do mal (os triglicerídeos ainda não foram atropelados pela dialética).</p>
<p style="text-align: justify;">Será que o segredo da vida eterna vem enrolado no sushi? Depende, se for de salmão, tudo bem, mas dizem que o atum anda cheio de mercúrio. E como todo mundo hoje sabe, se você ingere muito mercúrio na infância acaba verde e candidata à Presidência da República. E os outros peixes? Baiacu, nem pensar, depois de ler o que o João Ubaldo Ribeiro andou escrevendo a respeito. Cioba? Alimenta-se de algas grudadas em cascos de navios pintados com tinta que leva arsênico.</p>
<p style="text-align: justify;">Fugindo de águas traiçoeiras para terra firme, antes de ser cortada a primeira fatia da picanha, peça ao churrasqueiro um atestado que a vaca não tinha aftosa, não tinha brucelose e não era louca. Melhor ficar no lombinho. Mas, peraí, a gripe que anda matando é suína.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de tombar de inanição, reúno minhas últimas forças e saio daqui agora, em busca de uma rabada bem gorda, com polenta e agrião refogado em defensivos agricolas, regada a cerveja preta e antecedida por um caldinho de mocotó e bagaceira portuguesa. Em sobrando espaço, jaca em calda como dessert.</p>
<p style="text-align: justify;">Os outros que morram em plena forma.</p>
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		<title>Almoços de primeira viagem</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 23:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Você chegou onde sonhava. Deixou as malas no hotel e saiu para a inesquecível aventura do novo. “ O que encontrarei quando dobrar a próxima esquina? Será que já vai dar pra ver o Arco do Triunfo (ou o Empire State, ou o Coliseu)? Que gente diferente! É melhor deixar o museu pra mais tarde, se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você chegou onde sonhava. Deixou as malas no hotel e saiu para a inesquecível aventura do novo.</p>
<p>“ O que encontrarei quando dobrar a próxima esquina? Será que já vai dar pra ver o Arco do Triunfo (ou o Empire State, ou o Coliseu)? Que gente diferente! É melhor deixar o museu pra mais tarde, se não perco a hora do almoço. Por falar nisso, onde almoçar? O que é que eu vou pedir?”</p>
<p>Por mais viajado que alguém venha a se tornar, há sempre uma perplexidade inicial a ser lembrada. A lembrança pode ser boa ou má, para a gente rir no futuro ou lamentar o que fez ou deixou de fazer no Primeiro Dia. É claro que a insegurança faz parte de qualquer aprendizado, mas será administrada de um jeito melhor a partir de um mínimo de informação, dada de boa vontade por quem já pagou os próprios micos e passou batido por interessantes possibilidades, sem ter como reconhecê-las.</p>
<p>Existem publicações, sites e blogs de orientação a viajantes de grande sabedoria e utilidade prática (para quem vai à França, conexaoparis.com.br  é imperdível). Na Idade da Aldeia Global, sobram informações sobre qualquer destino do planeta. Volta e meia, até Hollywood trata do assunto. Para citar apenas duas produções, lembro-me de “O turista acidental” e “Se hoje é terça-feira, isto aqui deve ser a Bélgica”. Aliás, King Kong poderia se chamar “Como não se comportar em Nova Iorque”.</p>
<p>Mas certos truques a gente só aprende mesmo é no boca-a-boca. Nos Comensais, a mesa é mais importante do que a mala. Por isso, pretendo abrir um forum de pronto socorro estritamente gastronômico, alimentado por nossos blogueiros e comentaristas e dirigidos aos estreantes em terra estranha, mesmo dentro do Brasil.</p>
<p>Começo eu, aqui e agora, e convido cada um que tiver bom coração, estômago veterano e muita milhagem anotada a contribuir com sua sapiência.</p>
<p>Minhas dicas</p>
<p>- Se a distância for grande, você terá mudado de fuso horário e de temperos, além de ser atingido em pleno vôo pela comida do avião. Portanto, pelo menos nos primeiros dias, contenha impulsos extravagantes.</p>
<p>- Na hora de escolher onde almoçar, importe-se mais com a localização do que com a decoração. O luxo combina melhor com o jantar. Procure um café ou uma delicatessen com vista para uma rua interessante e sente-se na varanda ou junto à janela.</p>
<p>- Antes de entrar, consulte o cardápio afixado na entrada, para familiarizar-se com as opções disponíveis e seus preços. Toalha e guardanapos de pano, talheres de metal e copos de vidro são requisitos fundamentais. Se você não faz um picnic ao meio-dia desde a infância, não há razão para fazer logo agora.</p>
<p>- Evite bebidas alcoólicas à luz do sol. O dia promete ser movimentado e a noite longa, se você pretende aproveitar a viagem por inteiro. Existem águas engarrafadas ótimas, como a Evian e San Pellegrino, sem falar na Perrier, símbolo de status preferido pelos yuppies, antes que a crise extinguisse a espécie.</p>
<p>-  Se o garçom demorar a atender, dê um tempo sem se estressar. Ele tem mais pressa do que você, porque trabalha durante o seu passeio. Evite mímicas para chamar a atenção dos atendentes. Elas podem ser mal interpretadas e respondidas com mímicas muito piores.</p>
<p>- Aproveite o tempo de espera para estudar o cardápio em detalhes e tentar entender o que ele diz. Mas não se assuste com eventuais dificuldades Em último caso, pizza é sempre pizza e salada soa parecido em todas as línguas ocidentais.</p>
<p>- Se preferir um prato quente, leve e saboroso, peça omelete ou crepe. As palavra são hoje quase tão universais quanto táxi ou hotel.</p>
<p>- Não se esqueça de pesquisar as sobremesas, no fim da lista. É muito difícil encontrar uma que seja totalmente ruim e você vai precisar de calorias para gastar nas andanças. Cafezinho, só se for expresso.</p>
<p>- Em grande parte dos países, o serviço do garçom é cobrado junto com a conta, como parte de acordos trabalhistas. Logo, é obrigatório, variando de 10% a 15% do valor do consumo. Se você ficou muito satisfeito, acrescente o que tiver vontade.   Despeça-se na saída&#8230; e tenha uma boa tarde.</p>
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		<title>Brunchnner</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 23:28:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Arraes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[O café da manhã sempre foi minha refeição preferida, o problema é que eu sempre acordo atrasado para o trabalho e com muito mau humor, com isso não tenho muita paciência para ficar meia hora comendo muito menos mais meia hora antes preparando suco, pãozinho etc. No ano em que moramos em Nova York, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O café da manhã sempre foi minha refeição preferida, o problema é que eu sempre acordo atrasado para o trabalho e com muito mau humor, com isso não tenho muita paciência para ficar meia hora comendo muito menos mais meia hora antes preparando suco, pãozinho etc. No ano em que moramos em Nova York, eu e Lê nos acostumamos ao famoso brunch, que nada mais é do que a junção das palavras breakfast (café da manhã) e lunch (almoço), ou seja, sábado ou domingo você prepara na sua casa ou vai a uma lanchonete ou restaurante entre 9 da manhã e 4 da tarde e faz apenas uma refeição que substitui as outras duas. E você come muito e sem pressa nenhuma&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em Nova York fomos a algumas lanchonetes e restaurantes, sendo as melhores opções a EJ&#8217;s Luncheonette no Upper East Side, o The Loeb Boathouse no Central Park e o Max Brenner em Union Square. Em Chicago fomos a uma casa especializada em panquecas (que não têm nada a ver com as nossas panquecas salgadas enroladas com carne moída, queijo etc) chamada Pancake House. Em Orlando fomos (mais de uma vez) ao Cristal Palace dentro do parque Magic Kingdom.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O EJ&#8217;s Luncheonette tem decoração dos anos 50 e uma infinidade de opções no vasto cardápio. O local não é muito turístico e a comida é bem gorda, estilo americano. Panqueca, muffin, waffle, ovos mexidos, presunto, bacon, bagel, english muffin, salsicha, batatas coradas e fritas (sim, lembre-se que é almoço também!!). Para beber várias opções de sucos, achocolatados e para quem quer começar bem o dia enfiando o pé na jaca, cerveja!!</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/073110_2328_Brunchnner1.jpg" alt="" /></span><span style="color: #333333; font-family: Constantia; font-size: 9pt;"><em><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><br />
EJ&#8217;s Luncheonette<br />
</span> </span><span style="color: #000000;"> </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Boathouse é bem mais chique. Dentro do Central Parque em frente a um lago, onde é possível depois da refeição andar de barco a remo ou até mesmo de gôndola, a casa é muito bem frequentada e serve um brunch mais refinado. No cardápio sopa, salada, waffle, ovos benedict, quiche, panqueca, omelete, batatas coradas e para quem estiver realmente com fome, frango ou peixe. Para beber suco de laranja espremido na hora e superfaturado no seu bolso. Vale muito pelo passeio completo, brunch e depois passeio de barco no lago, super romântico. A gôndola, como em Veneza, é obscenamente cara.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/073110_2328_Brunchnner2.jpg" alt="" /></span><span style="color: #333333; font-family: Constantia;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><br />
</span> </span><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="color: #333333; font-family: Constantia; font-size: 9pt;"><em><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">The Loeb Boathouse<br />
</span> </span><span style="color: #000000;"> </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Max Brenner é disparado o melhor brunch em Nova York. O </span><em><span style="color: #000000;">bald man</span></em><span style="color: #000000;"> (careca), como Max gosta de ser chamado, é um estudioso em chocolate. Dentro do restaurante vários tubos de chocolate passam por cima da sua cabeça e ao lado das mesas vários tanques de chocolate sendo feitos na hora. Não preciso dizer que o cheiro do lugar é algo extraordinário. Eu, que não sou muito fã de chocolate, fico atordoado. Ficou com uma sensação de déjà vu do filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”? Sente na sua mesa e veja pintado bem grande na parede os dizeres: “Look mom, Willy Wonka is alive!!”. Qualquer coisa que você pedir no cardápio terá pelo menos alguma coisinha de chocolate, mesmo que uma pequena tigelinha com a tentação em estado líquido, pedindo para ser pelo menos provado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para comer, croissant, brioche, omelete, ovos fritos com torrada, crepe e batata frita e corada e para beber vários tipos de milk shake, chocolate quente e sucos. Tudo uma delícia. Ainda dentro do restaurante existe uma lojinha vendendo as invenções de Max, como o </span><a href="https://shop.maxbrenner.com/product.aspx?prd=3" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Hug Mug</span></a><span style="color: #000000;">, uma canequinha sem alça em que o formato faz com que você tenha que abraçá-la para beber e consequentemente esquentando as mãos com o líquido quente do interior, o </span><a href="https://shop.maxbrenner.com/product.aspx?prd=19" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Suckao</span></a><span style="color: #000000;">, que a partir de uma vela embaixo aquece o leite que fica em cima e derrete o chocolate em pedaços que são colocados bem devagarinho ou então o </span><a href="https://shop.maxbrenner.com/product.aspx?prd=13" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Alice Cup</span></a><span style="color: #000000;">, um copo perfeito para milk shakes, com canudo de aço que fica gelado ao passar o líquido. A pizza de chocolate é a sobremesa mais concorrida da casa, sendo feita a toda hora pelos Oompa Loompas, ops, quero dizer, pelos funcionários&#8230;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/073110_2328_Brunchnner3.jpg" alt="" width="503" height="147" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/073110_2328_Brunchnner4.jpg" alt="" width="503" height="147" /></span><em><span style="font-size: 9pt;"><span style="color: #000000;">Max Brenner</span></span></em></p>
<p><em><span style="color: #000000;"> </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em Chicago a dica é o Pancake House. Apesar de ser especializada em panquecas a casa oferece também opções de omeletes e ovos de todos os tipos. Estando lá escolha entre a original </span><em><span style="color: #000000;">buttermilk pancake</span></em><span style="color: #000000;"> ou pela sensacional </span><em><span style="color: #000000;">49er flap jacks</span></em><span style="color: #000000;">, que são panquecas enormes do tamanho do prato, uma embaixo da outra, uma delícia!!</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><img class="aligncenter" src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/073110_2328_Brunchnner5.jpg" alt="" width="504" height="189" /> <span style="color: #333333; font-family: Constantia; font-size: 9pt;"><span style="color: #000000;">Pancake House</span><span style="color: #000000;"><br />
</span> <span style="color: #000000;"> </span></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em Orlando a opção que agrada tanto crianças quanto adultos é o Cristal Palace, dentro do parque temático Magic Kingdom. Não pode ser considerado </span><em><span style="color: #000000;">brunch</span></em><span style="color: #000000;"> pois tem opção de almoço separado, mas pelo o que você come a refeição vale também pelo almoço. Deve ser feito reserva com uma certa antecedência e com isso você tem direito a entrar no parque antes da abertura ofícial (nem os brinquedos estão funcionando ainda). Ao entrar no Palácio de Cristal, você terá a companhia de alguns personagens Disney e será servido por uma atendente muito simpática que no maior espírito Disney lhe dará boas vindas e desejará um dia mágico pela frente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A grande vantagem do brunch no Cristal Palace é que é estilo buffet, ou seja, você come tanto que só sente fome depois de sair do parque, não perdendo tempo durante o dia para almoçar e sim para apenas um pequeno lanche rápido. No restaurante existem algumas opções gordas como bacon, waffle com o rosto do Mickey, croissant, panquecas com muito maple syrup, ovos mexidos e omeletes feitos na hora, mas para quem não quer estragação total pode optar por comer muitas frutas, iogurte, pães integrais, granola e cereal. Para beber, além do tradicional café preto, chá, suco de laranja e chocolate frio ou quente. Vale a pena!!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333; font-family: Constantia;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;"> </span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/073110_2328_Brunchnner6.jpg" alt="" width="502" height="189" /></span><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #333333; font-family: Constantia; font-size: 9pt;"><em><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Cristal Palace<br />
</span> </span><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="color: #000000;"> </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bem, de volta ao Brasil&#8230;. Como ficamos viciados nessas gostosuras todas, resolvemos arriscar e fizemos algumas vezes aqui em casa o nosso agora já famoso “Brunchnner”, que é a mistura de breakfast (café da manhã), lunch (almoço) e dinner (jantar). Preparamos tantas opções que os convidados não sabem o que comer primeiro. Croissants, pão de forma, pão francês, brioche, </span><a href="http://www.bigoven.com/168641-French-Toast-recipe.html" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">french toast</span></a><span style="color: #000000;">, manteiga, geléia, maple syrup, mel, peanut butter, nutella, </span><a href="http://www.bigoven.com/166218-Basic-Pancakes-recipe.html" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">panquecas</span></a><span style="color: #000000;">, frutas, cereal, chocolate quente e frio, suco de laranja, bacon, bolo, presunto, banquet, peito de peru defumado, queijo minas, cheddar e tipo americano, café, chá&#8230; ufa!! Fome só no dia seguinte <img src='http://www.comensais.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  Nossa última novidade foi inserir o drink mimosa (champagne ou prosecco + suco de laranja na proporção 1 para 2) no cardápio, afinal, um espumante nunca é demais né&#8230; Para ver as receitas do french toast e da panqueca clique nos links acima.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"> </span><em><span style="color: #000000;"> </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><img class="aligncenter size-medium wp-image-845" title="brunch" src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/Untitled2-300x233.jpg" alt="" width="300" height="233" /></em></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Rating: <img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim102.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim112.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim132.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim132.png" alt="" /></span></strong><span style="color: #000000;"><br />
EJ&#8217;s Luncheonette<br />
1271 Third Ave at 73rd St, New York-NY<br />
(212) 472-0600<br />
</span> <em><span style="color: #000000;">* Brunch servido todos os dias de 8am às 3pm</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Rating:<img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim132.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim132.png" alt="" /></span></strong><span style="color: #000000;"><br />
The Loeb Boathouse<br />
East 72nd St. &amp; Park Drive North (Central Park), New York-NY<br />
(212) 517-2233<br />
</span> <a href="http://www.thecentralparkboathouse.com" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> www.thecentralparkboathouse.com</span></a><span style="color: #000000;"><br />
</span> <em><span style="color: #000000;">* Brunch servido aos sábados e domingos de 10am às 4pm</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Rating:<img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim132.png" alt="" /></span></strong><span style="color: #000000;"><br />
Max Brenner<br />
841 Broadway (bet 13th and 14th St), New York-NY<br />
</span> <a href="http://www.maxbrenner.com" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> www.maxbrenner.com</span></a><span style="color: #000000;"><br />
</span> <em><span style="color: #000000;">* Brunch servido aos sábados e domingos de 9am às 4pm</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Rating:<img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim132.png" alt="" /></span></strong><span style="color: #000000;"><br />
Pancake House<br />
22 East Bellvue, Chicago-IL<br />
(312) 642-7917<br />
</span> <a href="http://www.originalpancakehouse.com" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> www.originalpancakehouse.com</span></a><span style="color: #000000;"><br />
</span> <em><span style="color: #000000;">* Brunch servido todos os dias de 8am às 2pm</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Rating:<img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /></span></strong><span style="color: #000000;"><br />
Cristal Palace<br />
Magic Kingdom, Orlando-FL<br />
(407) 939-3463<br />
<a href="http://disneyworld.disney.go.com/dining/the-crystal-palace/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> http://disneyworld.disney.go.com/dining/the-crystal-palace/</span></a><br />
</span> <em><span style="color: #000000;">* Café da Manhã servido todos os dias de 8am às 10:30am</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Rating:<img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/imagens/062810_0455_Carlotaprim92.png" alt="" /></span></strong><span style="color: #000000;"><br />
Brunch @ Home <img src='http://www.comensais.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /><br />
Humaitá, Rio de Janeiro-RJ<br />
</span> <em><span style="color: #000000;">* Brunch servido um sábado por mês de 1pm às 8pm</span></em><br />
<span style="color: #333333; font-family: Constantia;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>No encalço de Obama</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/no-encalco-de-obama.htm</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 02:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[(José Eymard Loguércio, advogado, viajante de muitos vôos, comensal de muitas mesas e companheiro de altos papos foi convidado por Dodô e Beth para contar sua experiência com “Obama’s Food”). Estava em Washington logo após a posse de Obama. Assisti o entusiasmo de parcela do povo americano com a novidade, em meio à gravíssima crise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">(José Eymard Loguércio, advogado, viajante de muitos vôos, comensal de muitas mesas e companheiro de altos papos foi convidado por Dodô e Beth para contar sua experiência com “Obama’s Food”).</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estava em Washington logo após a posse de Obama. Assisti o entusiasmo de parcela do povo americano com a novidade, em meio à gravíssima crise do continente. Troquei vários e-mails com Beth, entusiasmada igualmente com o retorno dos Democratas. Daí pensei: estando em Paris, vou ao La Fontaine de Mars. Afinal, foi lá que Obama esteve. A informação completa eu li no Conexão Paris e em outubro do ano passado cumpri a promessa. Não me arrependi! Ambiente de cantina tipicamente italiana com toalhas em xadrez branco/vermelho e atendimento francês. Perfeita combinação. Foi ali que (re)inaugurei minha paixão pelo foie gras até então adormecida pela onda verde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não é que Dodô, Beth e família também foram ao restaurante e eternizaram a experiência com belas fotos e o delicioso relato de Dodô?! Julho voltaria aos EUA e prometi um relato da experiência gastronômica. Daí pensei: estando em Washington vou novamente ao encalço de Obama! Por onde Obama andará comendo em DC? (ops, Helena e Hans, não me entendam mal. O relato é puramente gastronômico). O “cara” levou o Presidente da Rússia para um hamburguer no Ray&#8217;s Hell Burger, em Arlington. É para lá que eu vou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O lugar é simples, pequeno e barulhento. Uma portinha dividida com um restaurante mexicano ao lado. Ao fundo um balcão, o caixa e a, digamos, cozinha. Uma enorme fila. Chegando ao caixa faça seu pedido e monte o seu burguer. Algumas dezenas de opções de queijos, salada, tomate, bacon&#8230;escolha o ponto da carne&#8230; acompanhamentos e bebida (para completar o burguer com queijo brie e tomate, escolhi um milkshake de chocolate). Pague, pegue o seu número e&#8230;..procure uma mesa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Algum tempo depois, mesmo com o número enfiado no espeto, os ajudantes passarão gritando procurando por você. O burguer é bom. É muito bom! Enorme e suculento. No ponto exato de sua escolha. Você vai ficar com vontade de comer outro. Pegue novamente a fila e repita a operação tantas vezes agüentar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na parede um mapa mundi. Nele os clientes cravam um alfinete na sua cidade de origem comprovando a globalização do hamburguer. Daí pensei: gente do mundo inteiro já conferiu o burger de Obama. Olho bem para o Brasil e não vejo nenhum alfinete em Brasilia. Solenemente inauguro. Entro para a posteridade, antes mesmo que Obama tenha a chance de levar Lula, Serra ou Dilma para cumprir essa importante missão. E isso graças a Beth e Dodô que me inspiraram a andar no encalço de Obama.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ray&#8217;s Hell Burger<br />
1725 Wilson Blvd<br />
Arlington, VA &#8211; EUA<br />
(703) 841-0001</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(este texto é uma singela homenagem à simpatia do casal Beth/Dodô. Tive outras experiências gastronômicas em NY que a generosidade de Dodô e demais comensais me permitirá compartilhar brevemente. Não estou à altura do convite, mas não poderia recusá-lo)</span></p>
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		<title>A Prima de Muitas</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/a-prima-de-muitas.htm</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 03:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha primeira reação à Prima Bruschetteria foi de implicância – eles se anunciavam como a primeira bruschetteria da cidade, mas eu já conhecia (e adorava!), a La Pasta Gialla, bruschetteria do paulistano Sergio Arno que funcionou no Shopping da Gávea e depois mudou para a Barra. Então eu, comensal e leal, discordava da propaganda.  Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Minha primeira reação à Prima Bruschetteria foi de implicância – eles se anunciavam como a primeira bruschetteria da cidade, mas eu já conhecia (e adorava!), a La Pasta Gialla, bruschetteria do paulistano Sergio Arno que funcionou no Shopping da Gávea e depois mudou para a Barra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então eu, comensal e leal, discordava da propaganda.  Mas logo outra propaganda – o boca a boca – me chegou, de que o Prima era ótimo. Boa comida, boa bebida, bom astral.  E lá fui eu, com minhas “Companheiras da Boa Mesa”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já sabia que o lugar lotava cedo.  Além de ser pequeno, o forte era o happy hour.  Então combinamos de chegar às 20h, e pegamos a última mesa antes de começar a fila.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O restaurante é pequeno, mas ajeitadinho.  As luminárias do teto ficam embutidas em garrafas que, aliás, também são porta-guardanapos.  A hostess não é das mais simpáticas.  Como toda hostess de lugar da moda, se acha a última coca-cola do deserto.  Colocou-nos numa mesa apertada, no meio do salão, a única vaga.  Mas quando vagou uma mesa maior, no canto, pedi para mudarmos (já que minha bolsa caía no chão a cada vez em que alguém passava pela nossa mesa), e ela autorizou.  Ganhou pontos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cardápio é uma delícia, a começar do conceito: comidinhas, que eu adoro. Nada de entrada, prato principal, sobremesa.  É possível passar horas beliscando e experimentando bruschettas de vários sabores, sem ter o compromisso de fazer uma “refeição completa”.  E assim foi, durante mais de três horas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Começamos pelas Pomodoro (tomate e manjericão), Cogumelos (com salsinha! Argh!), Brie com mel e nozes e Fois Gras brûlé – todas gostosas, com destaque para as duas últimas, que, além de super diferentes (especialmente a de fois gras!) estavam absolutamente divinas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No 2º round, pedimos bruschetta de abobrinha, mozzarella de búfala e tomate cereja, de queijo de cabra com tomate confit, e de presunto de Parma com grana padano.  Com exceção da primeira, que é mais trivial, as outras duas estavam maravilhosas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para acompanhar, nos deliciamos com drinques servidos em jarras, que parecem sangria, mas que o nosso simpático garçom, Kiki, jurava de pés juntos que não eram: Rossini Spritz (espumante, morango, vodka, club soda e hortelã) e Arancia Spritz (espumante, club soda, laranja e cointreau).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas eis que a fome apertou, e resolvemos pedir 2 risotos para dividir.  O de camarão e pesto estava ruim.  Insosso, arroz meio cru, mas, depois de horas de bebida e bruschetta, resolvemos encarar.  Já o de cogumelos e azeite de trufas estava absolutamente intragável, aguado e sem gosto.  Devolvemos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rapidamente Kiki levou nossa queixa ao chef, que providenciou novo risoto de cogumelos.  Dessa vez estava gostoso, mas nada especial.  Sem contar que o azeite de trufas passou longe.  Ou seja, numa bruschetteria, melhor ficar nas bruschettas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No fim, resolvemos experimentar uma das bruschettas doces, de nutella com avelãs.  Estava gostosa, mas nada comparado ao soverte do La Basque que fica do outro lado da rua &#8211; e por onde passamos para sobremesa e cafezinho, encerrando, felizes da vida, a noite.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #000000;">Rating:</span></strong></span><strong><span style="color: #000000;"> </span></strong><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/plugins/star-rating-for-reviews/images/star.png" alt="?" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/plugins/star-rating-for-reviews/images/star.png" alt="?" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/plugins/star-rating-for-reviews/images/star.png" alt="?" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/plugins/star-rating-for-reviews/images/star.png" alt="?" /><img src="http://www.comensais.com.br/wp-content/plugins/star-rating-for-reviews/images/blankstar.png" alt="?" /></p>
<p><span style="color: #000000;">Prima Bruschetteria<br />
R. Rainha Guilhermina, 95, Lj C</span><em></em><br />
<a href="http://www.primab.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> www.primab.com.br</span></a></p>
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		<title>Café-da-manhã</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/cafe-da-manha.htm</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 02:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Da padaria da esquina à declaração de motel do Roberto Carlos, as opções são incontáveis. Numa fazenda do interior cearense, refresco de cajá, tapioca com ovo frito, canja, queijo coalho, aipim cozido com manteiga, café e leite de cabra. No avião de volta ao Rio, barra de cereais. Em Roma, suco de laranja cor-de-abóbora, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da padaria da esquina à declaração de motel do Roberto Carlos, as opções são incontáveis. Numa fazenda do interior cearense, refresco de cajá, tapioca com ovo frito, canja, queijo coalho, aipim cozido com manteiga, café e leite de cabra. </span>No avião de volta ao Rio, barra de cereais. Em Roma, suco de laranja cor-de-abóbora, mais azedo do que entrevista de republicano na Fox News, mas redimido pelo sabor e perfume do capuccino.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em Minas, a mesa sustentável: pão, café, leite, queijo, coalhada, manteiga, geléia, mel de abelha, compotas – tudo produzido na propriedade. Enquanto turistas e intelectuais ainda dormem, a simplicidade de um café com croissants e brioches na varanda do Café de Flore. No quartel de prontidão, mate em caneca amassada e pão tão vencido quanto o governo derrubado na véspera. Num hotel-castelo da Holanda, camareiras em bando invadem a alcova com a maior variedade já vista de pães, bolos e queijos, escoltados por bules de café, chocolate, leite e creme, sem falar nos periféricos. Pelo menos, podiam bater na porta, para se certificarem de não estar interrompendo alguma coisa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Esse balanço caótico do primeiro contato com o dia me ocorreu por provocação da Rede Globo. Por que será que nos copos de suco de laranja das novelas resta sempre um terço perfeito do conteúdo?  Por que será que as personagens jamais conseguem terminar em paz o chamado desjejum? Há sempre alguém que se levanta furioso e sempre alguém que grita “fulana, volte aqui!”, mas ninguém volta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fiquei pensando: se o café-da-manhã é tão importante na vida da gente, e comentários freqüentes sobre o tema aqui nos Comensais dão provas disso, algum cineasta de plantão bem poderia realizar um documentário sobre o assunto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que comem os esquimós em seus iglus, quando enfim a manhã nasce, após meses de noite polar?  A que horas de que lugar os astronautas fazem a primeira refeição? O que ligava o motor de arranque matutino de gregos e romanos antes da incorporação da cafeína à dieta ocidental? Como reage aos pedidos imprevistos o serviço de quarto de um hotel de altíssimo nível?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A esta última questão eu posso responder. Um brilhante arquiteto brasileiro passou longo tempo lecionando no Japão, a convite do governo, e hospedado no melhor hotel de Tóquio. Todos os dias, ao acordar, ligava para o “room service” e era submetido ao mesmo questionário: café? sim; quantos? um; suco de laranja? sim; quantos? um; ovos quentes? Sim; quantos? um.  Isso por meses a fio. Certo dia despertou de ressaca e irritado por ter que detalhar, pela enésima vez, o que queria. E explodiu. Quantos copos de suco? Duzentos. Quantas taças de café? Trezentas. Quantos ovos quentes?  Quatrocentos. E foi tomar banho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando saiu do banheiro, uma fila de garçons, como samurais de Kurosawa, havia se formado, da entrada do quarto ao fim do corredor, e se perdia escada abaixo. Oceanos de suco, dilúvios de café e um gerente consternado. Como não havia ovos suficientes no fornecedor local, tinham mandado vir de Osaka no trem-bala.</span></p>
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		<title>O lagarto e a lagosta</title>
		<link>http://www.comensais.com.br/o-lagarto-e-a-lagosta.htm</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 02:12:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[No sul, chamam de posta branca e eu achava que era peixe. De São Paulo para cima, vira lagarto e os sulistas acham que é o bicho. No Rio, há quem o chame de lagarto redondo, para distingui-lo do primo, o lagarto atravessado; mas não vamos perder tempo com questões de família. Em qualquer latitude, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No sul, chamam de posta branca e eu achava que era peixe. De São Paulo para cima, vira lagarto e os sulistas acham que é o bicho. No Rio, há quem o chame de lagarto redondo, para distingui-lo do primo, o lagarto atravessado; mas não vamos perder tempo com questões de família. Em qualquer latitude, aquele cilindro imperfeito de carne bovina é uma obra aberta. Fácil de tratar e sem muito sabor intrínseco, convida à criatividade na escolha de temperos e recheios, no tempo e na técnica do cozimento, na forma de apresentação à mesa (ou na vitrine dos botecos). Na Inglaterra, deixaram a carne no fogo por menos tempo do que deviam, porque time is money, e chegaram a uma descoberta sensacional:  o roast beef, que os ingleses sabem fazer como ninguém. Em outro reino unido, o de Brasil, Portugal e Algarve, o calor tropical recomendava prudente distância do fogão de lenha e a verificação do ponto se fazia a intervalos maiores, o que redundou na nossa carne assada, com seu glorioso molho “ferrugem”.</p>
<p>A esta altura, vocês devem estar se perguntando: onde é que entra a lagosta do título? Calma, que eu explico. Mergulhado num projeto profissional de desenvolvimento a longo prazo no Ceará, aluguei um flat em Fortaleza, não só pela incrível vista para o mar, mas também pelo bom restaurante instalado no prédio.Voltei a um regime alimentar de solteiro,  já que La Blonde tinha seu próprio trabalho, a mais de 2 mil quilômetros, e não podia ficar comigo o tempo todo, embora baixasse no pedaço com agradável freqüência.</p>
<p>No princípio, foi a festa de Netuno:  lagostas de todas as formas, camarões de todos os tamanhos, siris de todas as pinças, peixes de todos os nomes – de arabaiana a sirigado (este, acabei suspeitando que fosse badejo). Mas o tempo foi passando&#8230;e o tédio do paladar só não chegou logo porque eu fazia incursões de trabalho ao interior, onde o cardápio era outro. Mesmo assim, veio a noite do pesadelo. Fui dormir depois de um jantar mais farto e logo surgiram matilhas de lagostas passeando pelo meu peito, cáfilas de arraias saltando junto à cama, um insistente pitu beliscando o dedão do pé. Foi aí que dei um basta.</p>
<p>Nos dias que seguiram experimentei todos os italianos, franceses, árabes, chineses e as poucas churrascarias da cidade. Fiz até um trato com o garçom que me atendia no flat e incluí nas minhas alternativas a comida servida aos empregados. Aliás, o baião-de-dois feito pelo chef  Zé Firmino para uso próprio era ótimo. Por certo período a questão parecia resolvida. Mas o organismo começou a dar sinais de protesto e as roupas foram ficando apertadas.</p>
<p>O que fazer? Carne assada , é lógico. É comida de casa de família, aceita acompanhantes inocentes, como batatas cozidas e arroz branco e, como queria Lavoisier, nos dias seguintes não se perde, se transforma. Num robusto sanduíche, ou em tostados croquetes; servida fria, em fatias bem finas, temperada com azeite de oliva, ervas e rodelas de cebola, pode juntar-se a aspargos e salada verde um almoço virtuoso. Voila! A necessidade é a mãe da invenção.</p>
<p>Havia um bom super-mercado na esquina e a cozinha do flat tinha panelas, louças e talheres suficientes. Mãos à obra, portanto. Foi então que me lembrei de um pequeno problema, Eu nunca tinha feito carne assada em toda a minha vida. A história poderia terminar por aí, triste e perplexa como um filme de Antonioni. Mas como prefiro De Sicca, confiei nos milagres do amor. No primeiro dia de chuva, e não há nada mais lúgubre do que um domingo chuvoso no litoral nordestino, reuni os ingredientes, sendo o mais vital de todos eles o telefone. Acordei Betty, la Blonde no Leblon, expliquei meu drama e levei uma bronca monumental. Carne assada de verdade tem que ser iniciada na véspera. Portanto, que eu vestisse o avental e começasse a preparar, sob orientação inquestionável dela, e passo-a-passo, o almoço – do dia seguinte.</p>
<p>Foi um longo domingo aquele, em que sobrevivi com uma omelete trazida pelo serviço de quarto . Ligo o telefone: “Recheia o lagarto”; ligações sucessivas:        “ Salga  o lagarto, “Sela o Lagarto”, “Prepara a vinha d’alhos e não esquece o alecrim”, “Deixa eu descansar e o lagarto também”. Muitas horas e etapas depois, quem foi descansar fui eu. Acho que dormi de avental. Na manhã seguinte, cancelei duas reuniões, para finalizar a empreitada. Consegui. Para meu orgulho e espanto, o assado ficou pronto, macio e saboroso! Foi a refeição mais deliciosa que eu já tinha preparado. E, com a participação da Embratel, uma das mais caras.</p>
<p>Daí por diante, e para todo o sempre, a iguaria tornou-se conhecida como “lagarto a Graham Bell”.</p>
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		<title>Vinho no freezer?</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 22:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Problemas recorrentes provocam reações correspondentes. Por isso, resolvi tirar do freezer as fórmulas que desenvolvi, a partir da sofrida experiência própria, para combater uma praga moderna mais ameaçadora que a gripe suína. Mal começa o pretenso inverno carioca e lá vêm eles de novo: os enochatos ululantes. Logo no início das história dos Comensais, há mais de dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Problemas recorrentes provocam reações correspondentes. Por isso, resolvi tirar do freezer as fórmulas que desenvolvi, a partir da sofrida experiência própria, para combater uma praga moderna mais ameaçadora que a gripe suína.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Mal começa o pretenso inverno carioca e lá vêm eles de novo: os enochatos ululantes. Logo no início das história dos Comensais, há mais de dois anos, postei um texto sob o título &#8220;Antídoto para enochatos&#8221;, que reproduzo abaixo, por justa causa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Antidotos contra enochatos<br />
</span> </span><span style="color: #000000;">postado originalmente em 18/01/2008</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tomara que não, mas pode acontecer. Num desses ritos tribais inevitáveis, festa de fim de ano da empresa, jantar de desagravo a senador absolvido, você pode vir a dividir a mesa com um enochato ululante – e só descobrir com quem se sentou quando ele cheirar com ar de nojo a rolha do vinho mercosulino comprado pelo dono do buffet num atacadista informal da fronteira. Mas aí será tarde demais para puxar qualquer outro assunto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como esse tipo de parceiro de mesa parece sentir irresistível atração pela minha companhia fortuita, acabei por acumular experiência específica, o que me possibilitou descobrir antídotos para maus discursos a respeito de bons vinhos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É verdade que tive bastante tempo para pesquisar. Quando um enochato fala, não faz a menor questão de interatividade. Você pode pensar com calma enquanto o cafezinho não chega. Por puro espírito de solidariedade, abro mão de eventuais direitos de autor e passo ao domínio público cinco fórmulas testadas com êxito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Escolha a que melhor combine com o seu estilo pessoal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) Entre no clima – Mostre-se deslumbrado pelos conhecimentos do interlocutor e pergunte se é verdade que o aquecimento global chegou à Patagônia e está acabando com os vinhedos da província de Nestor e Cristina Kirchner. Qualquer que seja a resposta, você terá o gancho que precisa para mudar o foco para política sul-americana e falar mal do Hugo Chávez até a hora de se despedir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) Vinhos de estação – Surpreenda o inimigo com uma questão técnica. Pergunte se ele concorda que, a partir de 1998, mais franceses têm se deslocado de Denfert-Rocherau para Chateau de Vincennes. Talvez ele não perceba que você se refere a duas estações do metrô de Paris.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) Revele os seus limites de conhecimento e verba – Confesse que você não vai alem de um Saint Emilion com pratos de carne e hesita na hora do peixe. Então, peça humildemente um conselho: entre os brancos do Loire, qual ele recomenda?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4) Paquere a mulher dele – Olhos nos olhos, e acariciando com prazer e perícia o bojo do seu próprio copo, pergunte o que ela prefere para acompanhar a sobremesa: a sabedoria maliciosa de um Chateau de Yquem ou o abismo de tons e cores de um Porto Taylor envelhecido 20 anos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5) Se as alternativas anteriores falharem, ponha vintão na mão do garçom para derrubar a garrafa na roupa do oponente.</span></p>
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		<title>30 anos sem Vinicius e uma receita inesquecível</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 03:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evandro Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1980 a poesia ficou de luto. Vinicius de Moraes cansou de ser “infinito enquanto dure” em tantas vozes desavisadas. A homenagem que um blog que trata de prazeres sábios pode prestar ao poeta é transcrever o final de um banquete para a alma. A última e mais relevante parte de sua Receita de Mulher. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1980 a poesia ficou de luto. Vinicius de Moraes cansou de ser “infinito enquanto dure” em tantas vozes desavisadas. A homenagem que um blog que trata de prazeres sábios pode prestar ao poeta é transcrever o final de um banquete para a alma. A última e mais relevante parte de sua Receita de Mulher.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos<br />
Ao abri-los ela não mais estará presente<br />
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá<br />
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber o fel da dúvida<br />
Oh, sobretudo, que ela não perca nunca, não importa em que mundo, não importa em que circunstâncias<br />
A sua infinita volubilidade<br />
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma<br />
Transforme-se em fera sem perder a sua graça de ave; e que exale sempre o impossível perfume<br />
E destile sempre o embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto<br />
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina<br />
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição<br />
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita<br />
De toda a criação inumerável<br />
</span> <strong><span style="color: #000000;">Vinicius de Moraes</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela transcrição,<br />
Dodô</span></p>
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