Fogo de Chão - Uma bela refeição.
Por Arthur | 17 de Julho de 2008.Almoçar em churrascaria nunca é um programa que eu me animo, sempre acho o serviço corrido, a comida mediana e o ambiente confuso de mais para tornar uma refeição agradável. Mas tudo é diferente quando estou falando da Fogo de Chão, de Brasília, não posso opinar sobre as outras filiais, mas se esta servir como parâmetro, não perca seu tempo – e dinheiro - indo nas outras churrascarias. A experiência é memorável e todas as vezes que vou à capital federal eu fico ansioso para o meu almoço lá.
Certa vez eu li no livro escrito por uma garçonete do Per Se (um dos melhores restaurantes de NYC), que o atendimento perfeito é quando o cliente não precisa nem pedir, o garçom praticamente lê a mente do cliente. Esta é a única maneira que eu tenho para descrever o balé dos garçons da fogo de chão. Ao fazer a linguagem corporal de que ia me levantar, havia alguém para puxar minha cadeira. Quando caminhava em direção ao Buffet de saladas, havia alguém para me entregar meu prato. Quando minha água estava acabando, havia alguém completando o meu copo, mas não de maneira intrusiva como de costuma ser em churrascarias.
O Buffet de saladas tem várias opções com coisas frescas, saborosas e de boa qualidade, além disso, logo de entrada tem uma polenta frita que é muito crocante por fora e cremosa por dentro. Há para acompanhar um molho chamado chimichurri, que é a base de vinagre, salsinha e alho para acompanhar a carne, que é tradicional na Argentina.
Há uma grande opção de carnes, mas tenho que admitir que não sou um super especialista. Os melhores cortes para o meu paladar são a clássica picanha, e o miolo de contra filé, ou bife ancho, que estava muito macio e saboroso. Mas o grande destaque da casa é sem dúvidas a costela de boi, que é assada por horas na brasa e vem macia, se desfazendo, até despensa o uso de facas. Eu sonho ao pousar no aeroporto de Brasília com o gosto poderoso, profundo e aveludado desta carne.
Se eu desse 5 estrelas a churrascarias rodízio, com certeza, ela levaria. Mas não acho que o sistema de rodízio, merece entrar em um rol de restaurantes que eu considero refeições sublimes e mágicas. O fato de você sempre sair tendo comido mais do que você deveria, é um problema no esquema do restaurante. Com isso, eu digo, se você gosta de churrascarias aqui está a sua escolha.
Rating: 




SHS Quadra 5,
Bloco E - Asa Sul
Tel: 61 – 3322 - 4666



A, realmente me lembro de você falando sobre rodizios, mas
tiro o chapeu para o Fogo de Chão. Acredito que temos o FC
e depois temos as outras como Porcão e afins. A sua descrição
sobre o atendimento é perfeita! Garçons com educação, atenção
ao cliente e afins…
Meus cortes prediletos são: Bife Ancho e a Costela e claro
falando em saladas aquele tomate seco é divino.
Abs,
Fogo de Chão sempre é uma boa pedida. Como só conheço o que fica em Moema (eu acho), em São Paulo, não posso falar sobre o de Brasília. Mas me incomoda um pouco as filas intermináveis do de Moema, fora isso é realmente tudo muito bom.
Primeiramente de quem gosta de carne é a fraudinha e tenho dito. Aos verdadeiros amantes do holocausto dos nossos amigos bovinos fica longe de qualquer corte com sotaque francês ou americanos.
De fato, apesar de sua análise não ser a das mais técnicas sobre churrascarias, pode-se dizer que você não errou muito. E à nível de churrascaria, enquanto pessoa de ossos grandes, prefiro o Rubaya em SP, ainda que a Fogo de Chão tenha o seu charme, afinal era anunciante assídua do comando da madrugada, só por este fato merece meu respeito. Mas, please (please não dá tenho que rever meus valores)… não venha me dizer que foi a melhor costela que já comeu. Depois eu te ensino.
Acho que churrascarias rodízio é a característica mais pandeirística da sociedade brasileira… certamente ela não entra no rol paçoca-pão de queijo. Aquela orgias alimentar, por mais que de longe seja atraente, é como quase toda orgia… lá dentro perde a graça, e você acaba gastando a sua energia com a entrada e não saboreia o filé… Trust me on it (ok… não ponho mais frasezinhas em pseudo-inglês)
De qq forma, em caráter meramente educativo, em verdade vos digo. Churrascaria de facto chama-se Majórica… É isso mesmo, ali nos framengo… pertinho do Largo do Machado. Símbolo da simplicidade aristocrática decadente do Flamengo. Linda, charmosa, decadente, ex-capital federal, deve ter abrigado tantos acordos, almoços de autoridades… Livre dos vícios do mérito, aristocrática no melhor estilo conservador-reacionário-carioca-católico.
A Majórica não se rendeu aos chimichurris, suchis, chichimi e outros parangolés modernosos. A coisa inglesa da superação, meritória misturada a brasilidade malemolente do neo-pagode-suburbo-ipanemense.
Gostei muito do seu texto e fico imaginando você numa churrascaria rodízio, almoçando e prestando toda a atenção nos detalhes, e é claro, nada passará pelo seu crivo.
Gostaria de deixar um recado para o “nosso” amigo que se auto denomina: ” o misterioso anônimo do site antigo”, porque se esconde no anonimato? Quem tem o que dizer e quer ser ouvido, deve no mínimo ter um nome. Ah! a expressão: ” a nível de” não existe, ok? sushi se escreve com “sh”, entre outros equívocos que você comete que não vou comentar.
Chimicgurri é um deliciosa molho especial para churrasco criado na Argentina, você pode adquirir somente o “pó”, em lojas de produtos importados, e hidratá-lo com um pouco de água e muito azeite extra-virgem, fica delicioso para acompanhra qualquer tipo de carne, especialmente aquele churrasco familiar. Apesar de muitos gourmets argentinos acreditarem que este molho mascara o sabor da carne.
Também gosto muito deste tema.
Um abraço.
hi hi hi (risadinha marota)…
Célinha, minha querida… Obrigado pela dica. À nível de corretora, enquanto comentarista de blog você é ótima.
só mais uma coisa… não posso me alongar, prometi para mim mesmo (e para meu chefe) não baixar a marreta…
chimichurri é um fim em si mesmo, deveria ser uma prato independente… Tipo Chimichurry com carne (uma carnezinha, tipo filé).
ai ai, Célinha.
depois manda o telefone pro meu e-mail… hi hi hi.
vou te levar pra comer um chuchimí.
Ai, Arthur
Adorei o texto, tão poético… a costela é mesmo poderosa, profunda e aveludada… genial! Por sua culpa me acabei numa churrascaria ontem, com generosos bifes de chorizo iluminando meu domingo.
valeu!
Tutu,
Gostei do post. Mas quero resaltar apenas uma coisinha: o serviço “rodízio” é invenção brasileira muito elogiada pelos gulosinhos preguiçosos. Muita gente acha invasivo porém não há como não concordar na praticidade do serviço. E por isso, acho que devemos nos orgulhar(nem que seja cafona) de nossas churrascarias. É uma fartura infinita e não há ninguém que não saia satisfeito afinal, tem para todos os gostos-o japa do porcão é maravilhoso, por exemplo. E a batata rostie daqui(tenho que puxar a sardinha, ou a fraldinha, para o meu lado). Temos que diferenciar as casas que são rodízio das que são “tipo” steak house. As propostas são diferentes!Não se compara Majórica com Porcão em serviço.
Clari,
A questão é a nível de carne…
Sumieste?
Parou de comer? Desgostou?
Ca estou…
ja fiz varias costelas de fogo dechãõ,mas a que mais marcou foi a ,do dia 18 de maio de 2008. no aniversario do mano. foi show de bola se quizeres uma dica posso enviar.