Cardápio nova-iorquino e preços idem
Por Mariana Souza | 21 de Janeiro de 2008.Último sábado do ano e peço ao Marido para irmos a algum lugar ‘legalzinho”. Definição lugar “legalzinho”: comidinhas, drinques diferentes, música animada - e não um monte de velhinhos tomando vinho tinto.
Um dos primeiros que me vêm à cabeça é o Copa Café, mas não conseguimos chegar até ele. Copacabana toda engarrafada às onze e meia da noite. Demos meia-volta e tentamos o “novo” Felice Café, na rua Gomes Carneiro. Mais um impossível. Calçada cheia e fila quilométrica. Rumamos então para o top dos lugares “legaizinhos”: Bar d’hotel. Eu já não tinha muita esperança e, chegando lá, descobrimos que a espera era de duas horas. Desisti de um lugar “legalzinho” e, a essa altura, já me contentava com os velhinhos e vinho tinto. Começamos a peregrinação.
Rua Dias Ferreira, tudo lotado: Quadrucci, Sushi Leblon, o novo Sawasdee. Opa, Carlota sem fila na porta! Espera de quarenta minutos. Daria para agüentar, não fosse o fato de sequer termos conseguido estacionar o carro. Voltamos para Ipanema para tentarmos um dos lugares não tão badalados, mas que não fariam feio naquela noite. Alessandro e Frederico lotado. E até o Koni tinha fila na porta.
Foi então que resolvemos experimentar o recém-inaugurado Le Vin Bistrô. Eu já tinha lido que era um restaurante de São Paulo que abrira sua primeira filial no Rio. Marido já tinha almoçado lá semana passada e gostado bastante.
Carro estacionado (manobrista, finalmente!), entramos. Para minha surpresa, o lugar estava vazio. Isso parecia mau sinal numa noite em que a cidade fervia de gente e os bares e restaurantes não davam conta. Mas já era quase uma da manhã e eu não estava em posição de questionar nada. Só queria jantar.
Havia umas 5 mesas ocupadas. Em uma, dois conhecidos advogados cariocas e suas esposas. Em outra, o casal Tufvesson/Piva. Um alívio – pelo menos os caras têm bom gosto.
A decoração é estranha. Mesinhas com toalhas quadriculadas, meio com cara de cantina italiana. O cardápio é uma cópia do badaladinho Balthazar, de Nova Iorque. A ver.
Sentamos e logo veio o couvert – pão feito na casa, manteiga e patê. Ok, mas R$ 8,00 por pessoa pra esse couvert me pareceu exagerado. Ponto negativo.
Mas logo o ponto foi recuperado. Na ânsia de não acabar minha noite tomando vinho tinto com os velhinhos, perguntei se faziam caipisakê (não estava no cardápio). Sim! E melhor: de lichia! A caipisakê veio num copo longo, bem servida. Quanta alegria.
Resolvemos pedir de entrada um tartar de salmão, que veio com um pratinho com torradas (uma cestinha ia bem, mas…). O tartar estava gostoso, mas, não sei por quê, os caras resolveram colocar maionese na mistura. Claro que ficou bom – até porque maionese é bom – mas achei uma gordice desnecessária.
De prato principal Marido pediu um contra-filé com batatas que, segundo ele, estava divino. Se eu comesse carne àquela hora teria que voltar para casa a pé. Como não estava a fim do sacrifício, pedi um prato que me pareceu bem diferente: um tipo de bruscheta com frutas tropicais e queijo brie derretido, acompanhada de salada verde. Tudo uma delícia. Mais uma vez o chef deve ter achado que uma saladinha de folhas era algo muito leve e sem graça, e tascou um molho de maionese por cima. Claro que ficou gostoso, mas preferiria ter passado sem ele.
No fim, não agüentamos sobremesa nem café, e por pouco não agüentamos a conta. Apesar de a comida ser bem gostosa e o atendimento atencioso, o preço é um pouco assustador. Vale a pena conhecer mas, definitivamente, não dá para fazer do Le Vin Bistrô a sua segunda casa.
Le Vin Bistrô
Rua Barão da Torre, 490
www.levin.com.br
Rating: 




[bl]restaurantes, rio de janeiro, ipanema, bruschetta, caipisakê, tartar, atum, maionese[/bl]



Gostaria de saber quem escreveu.
Oi, elisabeth, o nome da autora tá lá em cima, embaixo do título: Mariana Souza.
bjs
Sorry, mudou o lay out, agora achei. E gostei muito. Leblon e Ipanema andam cheios assim?
Parabéns pela coluna e pela crítica. Vou virar leitor assíduo.
Oi pessoal, que bom que gostaram!
Elisabeth, nesse dia, tava tudo insuportável! Só conseguimos jantar quase à 1h da manhã!
Pedrinho, adorei o cardápio! Volte mais vezes aqui sim, sempre tem uma crítica divertida!
Beijos.
Mariana,
conta mais novidades para nós, exilados do Leblon
bjs
Deixa comigo! Tem mais vindo aí! bjs
Mariana,
Concordo com o preço, é bem caro mesmo. Mas, a próxima vez que você for lá, observe a carta de vinhos, é riquíssima(também cara mas muita opção ainda inédita nas cartas cariocas).
Vi que você gosta de culináia francesa e , já não foi muito feliz no LV e nem no Claude então se me permite, te dou uma dica(caso ainda não conheça) que é custo x benefíco excelente: Traiteurs de France, em copa. O Patrick que é chef de lá, foi o primeiro do Le Saint Honoré aqui no RJ, ao sair de lá deu uma rodada e acabou por abrir na dec de 80(se não engano) o TF junto com um chef de patisserie excelente. É bastante bom tanto a padaria quanto o restaurante. O salão tá bem caidinho mas a comida é 100% honesta e te remete bem a França.
E quanto ao salmon tartar, a receita original francesa leva maionese. Os caras gostam é de gordura mesmo!! Experimente o steak tartar ou as moules deles, acredito serem os melhores do RJ.
um bjo