Ouvidas em botecos
por Evandro Barreto
Às vezes, um simples fragmento de conversa, ouvido por acaso, já vale a ida ao boteco da esquina – qualquer esquina de qualquer cidade. Quando tenho disposição e um guardanapo por perto, anoto o que ouvi, com o vago propósito de, um dia, organizar uma antologia de balcão.
Por ora, partilho com vocês algumas declarações inesquecíveis, com o devido registro do local da ocorrência.
Bofetada (Ipanema) – “Toda loura tem um fundo preto”.
Clipper (Leblon) – “Criança sem trauma não sobrevive”.
Bar do Hotel Marriot (Hamburgo) – “Alemão se aprende na cama”.
Stuart (Curitiba) – “Mãe, comer sem beber faz mal?”
Le Coin (Leblon) – “Uma empada de siri, sem espinha”.
Cabeça Chata (Copacabana) –“Se estiver bebendo cachaça, não faça barulho de uísque”
Bar dos Caixotes (Copacabana) – “Se não tem o que fazer, não vem fazer aqui”.
Bar Brasil (Lapa) – “O problema das crianças de hoje em dia é a falta de carência”.
Baiuca (São Paulo) – “Pensei a noite inteira. Se tudo der certo, até sábado eu me mato”.
Comments
Adorei o texto!
Lembrei que o Zé Garçom, do bar do Edmundo, sempre pergunta quando alguém pede uma porção de camarão: – Com ou sem osso?
beijo
Marcia,
Va´anotando e passe pra gente. Convite extensivo a todos os comensais
Beijo, Evandro