Comensais

Curiosidade insaciável

De manteiga e livre-arbítrio

by Paulo Polzonoff Jr

Ontem assisti ao ótimo Julie & Julia. Desnecessário me deter no óbvio: Meryl Streep é um espetáculo à parte. O que me incomodou no filme foi uma passagem de não mais do que dez segundos, acho. Um diálogo telefônico que transformou o filme num momento de questionamento. Arte (popular ou não) tem destas coisas.

Para explicar a passagem, contudo, é preciso contar um pouquinho do filme. Julie Powell resolve encontrar o sentido da vida seguindo o livro de receitas de Julia Child (grosseiramente comparando, a Ofélia norte-americana). Ela registra sua experiência em um blog que faz um enorme sucesso. O filme conta esta história de autodescoberta e também procura paralelos entre a vida de Julie, a discípula, e Julia, a mestre.

E, agora, a passagem que me incomodou. Já para o fim do filme, Julie, depois de aparecer no New York Times, recebe o telefonema de um repórter que está escrevendo uma matéria sobre os 90 anos de Julia Child. Julie fica toda empolgada ao saber que sua musa inspiradora conhece o blog. Para, logo em seguida, ouvir que Julia Child a odeia – ou coisa que o valha.

Sabiamente, Nora Ephron, diretora e roteirista, não se detém muito nos porquês desta rejeição. Depois de uma crise rápida, Julie logo ignora a opinião da mestre – e segue em frente com a vida. Mas, repito, este trecho me incomodou. Muito. Eu queria entender esta rejeição.

Ainda mais porque, em certo momento do filme, Julia Child diz que queria escrever um livro para mudar o mundo. Ora, ela conseguiu. Mudou o mundo da culinária norte-americana e também o mundo de Julie Powell. Desejo cumprido, pois. Por que, então, teima em rejeitar aquilo que criou com aparente generosidade?

Impossível não recorrer, aqui, à ideia de que é próprio das pessoas quererem controlar aquilo que criaram direta ou indiretamente. Daí porque muitos são incapazes de compreender Deus. O livre-arbítrio é um conceito muito difícil. Julia Child quis criar um mundo no qual fosse possível às pessoas encontrarem a salvação na comida. Conseguiu. O que ela provavelmente não sabia é que queria mais: queria orientar como se daria esta salvação.

Terminado o filme, fiquei deitado, me perguntado por que é tão difícil aceitarmos a liberdade alheia – a mesma que queremos para nós? Mesmo entre as pessoas mais generosas é possível encontrar esta ânsia por controle. Julia Child queria escrever um livro que mudasse o mundo – mas à sua maneira. O quão… humano é isso!

Não é à toa que no Paraíso concebido pelos homens a Árvore do Conhecimento produz frutos deliciosíssimos e proibidos. Criar e oferecer a criação é humano; já o livre-arbítrio é divino.

Atum com fígado

by Paulo Polzonoff Jr

Odeio quando vou ao médico e ele começa a fazer um monte de perguntas sobre as doenças que tive ou procedimentos médicos por que passei. Simplesmente porque nunca tive nenhuma doença séria. Nunca sequer fiquei internado. Nunca quebrei um osso. Não tenho doença crônica alguma. Resultado: fico com vergonha. E, confesso, me bate até uma vontadezinha de mentir e colocar um colesterol ou pressão alta no meio da frase, só para me sentir menos saudável.

O mesmo acontece quando uma empregada nova me pergunta o que gosto de comer. Implícita na pergunta está, na verdade, o que não gosto de comer. Compreensível. A moça quer agradar ao patrão. E é bem provável que ela já tenha trabalhado na casa de pessoas com sérias restrições alimentares. Sempre que isso acontece, fico procurando nos cantinhos da memória por algum ingrediente que não me desce. E vou logo botando a culpa toda no atum, coitado.

O fato é que não tenho restrições alimentares. Nem quanto ao atum. Para dizer a verdade, eu adoro atum. Não gosto é do cheiro do atum enlatado. Ou melhor, do atum enlatado comum, porque outro dia, na casa do meu amigo Flávio Bin, me fartei com deliciosas postas de um atum enlatado importado diretamente do Paraíso.

Quando criança, porém, eu envergonhadamente confesso que era um chato. Não gostava, por exemplo, de cebola. Até hoje não entendo por quê. Tive ainda uma fase de dizer que não gostava de tomate. Se bem que, aos dez anos, eu adorava comer tomate puro com sal – o que deve ter sido a causa de uma esofagite que me acometeu anos mais tarde. No mais – e como toda criança – não gostava muito de salada, mas daí a dizer que eu não comia salada de jeito nenhum é um absurdo. Simplesmente preferia um bom bife.

Ainda agora, escrevendo este texto, fico procurando por algo que não coma. Algo de que eu tenha nojo. Eu arriscaria dizer… fígado. Mas a verdade é que faz tanto tempo que não como fígado que não sei nem que gosto tem. Algo me diz, contudo, que quando penso em fígado confundo o sabor com moela.

Lembrei disso tudo também porque estava relendo O homem que comeu de tudo, de Jeffrey Steingarten – simplesmente um gênio dos textos sobre comida. Ao ser contratado para trabalhar como crítico gastronômico da Vogue, Steingarten pensou que não poderia ter restrição alimentar alguma, que isso seria antiético ou coisa que valha. Logo, fez uma lista de todas as coisas de que não gostava ou que achava não gostar e se pôs à prova. Resultado: descobriu que não há praticamente nada que um homem adulto e inteligente não seja capaz de comer.

Inclusive, diria eu, atum e fígado. Ou melhor, atum com fígado.

Moqueca com feijão, a salvação

by Márcia Luz

Queridos e amados leitores: volto triunfalmente a escrever com freqüência no mínimo decente no Comensais! Uma série de furacões profissionais me tiraram de combate nos últimos meses, mas finalmente, veio a bonança!!!! Depois de longas semanas em regime de semi-escravidão, passei quatro gloriosos dia em Fernando de Noronha, e recomendo: a ilha apaga qualquer vestígio de estresse e cansaço.

Mas vamos ao que interessa nesse espaço: comida!!!!
Antes de escrever esse texto, hesitei um tanto por conta do senso de ridículo que me acometeu. Afinal, quem seria tão imbecil a ponto de dar maior importância à comida de um lugar onde se pode mergulhar com tartarugas gigantes, observar bandos de golfinhos saltitantes e interagir com peixinhos coloridos em um deslumbrante aquário natural? Como ter pensamentos gourmets em um lugar onde o mar atinge todos os matizes de azul e verde e o sol brilha full time?

Eu não!
Portanto, o que se segue são apenas constatações… com algumas pitadas de acidez. Afinal, por mais deslumbrante que seja o lugar, em algum momento a gente tem que se alimentar, né? E essa não é uma tarefa fácil em Noronha caso você não se inclua na faixa entre “muito rico” e “milionário”.
Exemplos: lá, uma garrafa de água mineral 500 ml custa R$ 6, mate de copinho, R$ 5, picolé de limão, R$ 4,50, cerveja de latinha, R$ 4. Em qualquer biboca! Imagine uma refeição completa! Sem falar no fato de que o convívio diário com o mundo marinho estimula muito o predador que habita em nós.
Assim, empreendemos uma nobre expedição em busca de boa comida a preços condizentes com nossa condição financeira. Somente no jantar, já que o almoço era obtido através do saque inescrupuloso ao bufê do café-da-manhã na pousada.
O relato a seguir pode ser bastante útil a você, leitor, quando for se aventurar nesse paraíso.

NOITE 1 – TARTARUGÃO: o embuste!!!!!
Cansados da viagem de dez horas de Curitiba a Noronha, fomos em busca de um lugar perto da pousada. O gerente nos indicou o Tartarugão, onde (segundo ele) poderíamos comer bem sem gastar muito, a dois quarteirões dali. A primeira impressão foi boa: lugar simples, varanda, jeito de restaurante-boteco. Pedimos a sugestão “da casa”, e o garçom nos recomendou o mix de peixes e frutos-do-mar feitos na brasa, cuja porção seria suficiente para três (eu, marido e filha). O prato era bonito: fartos pedaços de peixe, polvo e lula dourados e fumegantes e alguns camarões médios. Só posso dizer uma coisa: a comida realmente deu para três, pois estava tão salgada que não dava para distinguir o gosto de nada, e tivemos que beber litros de água/refri/cerveja para poder ingerir o suficiente para matar a fome. Tudo saiu pela módica quantia de 160 Reais, sede e mau humor incluídos.
Conclusão: nada pode ser mais ridiculamente amador num restaurante do que salgar demais a comida.

NOITE 2 – ECOLOGIKUS, o infarto anunciado
Eu odeio lugares que usam K onde devia ter C no nome. É pra ficar tipo assim meio estrangeiro? O K é mais charmoso que o C? Também abomino aqueles cujos nomes terminam em “us” – é pra parecer que o dono sabe latim?
Por fome, cansaço ou dormência cerebral acabamos indo parar num local que mistura as duas gracinhas e atende por “Ecologikus”, olha que fofo. Bem feito. Mas não fomos lá à toa, o lugar foi recomendado por várias pessoas e é especializado em lagosta – tínhamos uma promessa lagostística a cumprir com nossa filha. Bem, a “especialidade” da casa consiste em mergulhar a lagosta na água fervente e servi-la com manteiga, arroz e saladinha básica. Por módicos 120 Reais. Que viraram 200 com entrada – um vinagrete de asfalto, ops, de coentro, ops, de polvo – mais bebidas. Maldade minha com o vinagrete, ninguém tem culpa de eu odiar coentro - na terra do coentro. O polvo estava no ponto certo. A lagosta estava ok (óbvio, a “receita” não tem erro, a menos que o cozinheiro cometesse a atrocidade de deixá-la passar do ponto, o que não ocorreu) mas saímos de lá mais pobres e ainda com fome.

NOITE 3 – A trégua
Resolvemos fazer uma trégua e pedimos pizza no hotel. Medo de não sobreviver a mais uma tentativa de satisfazer nosso estômago.

NOITE 4 – Mais uma chance a um famosinho
Achando que não havia como errar, e já sem esperanças de economizar, fomos ao famoso restaurante do Zé Maria, na pousada homônima igualmente famosa. Engoli minha aversão por lugares sofisticadinhos, charmosinhos e cheios de mauricinhos em nome de uma boa refeição. Nas paredes, muitos prêmios gastronômicos emoldurados, pratos da Boa Viagem, credenciais mil. Pedimos, novamente sob recomendação do garçom, o prato mais conhecido da casa: filés de Meca (ou espadarte, um parente do atum de carne branquíssima e sabor suave) com camarões flambados e purê de mandioquinha. De entrada, escolhemos um ceviche de frutos do mar com laranja e graviola e uma saladinha. Também pedimos um vinho, conformados com a falência iminente.
O ceviche é um capítulo à parte, e traduz toda a minha repugnância ao surto de invencionice gastronômica que assola o mundo. Eu nunca tinha comido ceviche. Segundo meu marido, fã desse prato, trata-se basicamente de peixe marinado no limão e outros temperos, e é justamente o limão que “cozinha” o peixe e confere ao ceviche status de, digamos, ceviche. Aquele ceviche não era um ceviche, mas uma gororoba gosmenta disfarçada de prato chique. A laranja e a graviola não operam a mágica do limão, ou seja, tudo estava cru. Não tinha peixe, pois a gosma, ops, o ceviche, era de frutos do mar. Nobre leitor: você alguma vez já comeu lula crua? E camarão cru? Pois bem, lula crua é uma coisa, me faltam palavras, absolutamente impossível de mastigar. Imagine uma tira de borracha gelatinosa e escorregadia, envolta em um molho igualmente gelatinoso, doce e amargo (a felicíssima mistura da laranja com a graviola), mas também salgado e peixoso, que teima em não ceder à mais vigorosa pressão dos molares. Em nome da boa educação, acabei engolindo um pedaço inteiro (e grande, suprema crueldade do cozinheiro), meu aparelho digestivo esforçando-se para devolver aquele corpo estranho, concluindo a operação com a ajuda de vários goles de água… Nossa! Teimosamente, resolvi tentar um camarão. Piorou. O camarão cedeu fácil, explodindo lesmosamente na minha boca, novamente induzindo meu organismo a um ataque de rejeição. Eu merecia uma indenização!
Mas não, ao invés disso, o garçom esqueceu nosso vinho!!!!!! PODE? Es-que-ceu o vinho, a última esperança de superar aquele pesadelo! Quando ele trouxe o prato principal, a Meca, observamos o deslize. O moço se desfez em desculpas e disse que imediatamente corrigiria a falha. Como eu não sei, já que terminamos de comer e nada de vinho nem de garçom. Suspendemos o pedido e pedimos a conta, ouvimos novas desculpas e ficou por isso. MAS… NEM A CONTA ELE TROUXE! Decidimos ir embora, pagamos direto no caixa – chiiiique – e nos empenhamos em ignorar o episódio.
Ah, a Meca estava ótima, mas não conta. O mérito é do peixe, que só precisa de alguns minutos numa chapa quente para tornar-se um manjar dos deuses. E foi exatamente assim que ele foi preparado.

NOITE 5 - Redenção Tricolor
Finalmente, nossa busca foi recompensada. Tricolor, Vila dos Três Paus. Anote esse nome. É o paraíso gastronômico. É simples, bonitinho, impecavelmente limpo, simpático. O preço é justo, os donos são bacanas mas sem salamaleques. E a comida…. snif…. é… chuif… comovente, celestial, aaah…
As moquecas são as estrelas da casa – de peixe, polvo, camarão, lagosta, com um ou mais sabores, a combinar. Seu Jorge, o proprietário, explicou que haviam apenas duas postas de peixe (namorado) e que devíamos pedir dois sabores para não passar fome (a honestidade tocou meu coração, buáá…). Pedimos de peixe e polvo. Antes da moqueca, veio uma cumbuca de arroz e outra de feijão, e estranhamos… moqueca com feijão? “É que todo mundo pede o feijão da Edna, então resolvemos servir com todos os pratos”, esclarece Jorge, com ares de marido orgulhoso. Experimentei, e concluí que era a melhor entrada do mundo antes da moqueca. E que alguém que faz um feijão daqueles deve ter poderes mágicos.
A moqueca? Não deu outra. Farta, cheirosa, generosa, com ingredientes tão frescos que podiam sair nadando pra fora do prato. A mistura de temperos e texturas era de tal forma harmoniosa que dava vontade de compor um soneto. O pirão, então… a essência do prazer cremoso estava escondida nele, revelando-se aos poucos, trazendo em cada bocada a sensação de que a felicidade existe. E tem gosto de moqueca da Edna.
Fim.
(não quero nublar esse momento falando da conta, mas certamente foi o lugar de melhor custo-benefício, em todos os sentidos)

Frango com whisky

by Márcia Luz

Queridos leitores: como não basta o fato de eu estar há séculos sem escrever novo texto, ainda terei a pouca vergonha de publicar aqui um texto que não é meu (e desconhecemos o autor), que foi enviado pela Mari. Mas é muito engraçado, não resistimos!
Lá vai…

FRANGO COM WHISKY
Ingredientes:
- 01 garrafa de bom whisky
- 01 frango de aproximadamente 02 quilos
- sal, pimenta e cheiro verde a gosto
- 350 ml de azeite de oliva extra virgem
- nozes moídas

Modo de preparar:

- pegue o frango
- beba um copo de whisky
- envolver o frango e temperá-lo com sal, pimenta e cheiro verde a gosto.
- massageá-lo com azeite.
- Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos.
- Sirva-se de uma boa dose (de whisky enquanto aguarda.
- Use as nozes moídas como tira-gosto.
- Colocar o frango em uma assadeira grande.
- Sirva-se de mais uma dose de whisky.
- Axustar o terbostato na marca 3, e debois de uns vinch binutos, botar para assassinar. - digu: assar a ave.
- Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora, formar abaertura egontrolar a assadura do frango.
- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose sarada de whisky.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, voda-se o vrango.
- Deixáááá o pato no vorno por umas 4 horas.
- Tentar retirar o bicho do vorno. Num vai guemar a mão, garaio!
- Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro… de você.
- Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu.
- Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da buta com o bano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois avinal você nem gosssssssssta muito dessa bosta mesmo.

- Tá Bronto

Revisitado e aprovado!

by Mariana Souza

Ano passado tinha escrito sobre o Bazzar e minhas impressões não foram das mais animadoras. Isso porque era um lugar que eu gostava mas, um belo dia, tudo deu errado – suco azedo, garçons desatentos, ambiente barulhento. Tanto assim que passei mais de um ano sem voltar e, confesso, nem senti falta.

Eis que o aniversário de duas grandes amigas foi comemorado com um jantar no lugar, e lá fui eu para mais uma tentativa. Dessa vez, ainda bem, muito prazerosa.

O restaurante continua o mesmo: decoração clean e bastante espaçoso. E as mesas também continuam as mesmas, não muito confortáveis, mas nada que atrapalhe o conjunto da obra.

Para nossa surpresa, estava praticamente lotado numa segunda-feira às 21h30. Um bom sinal.

Nos sentamos numa mesa perto da varanda e começamos pelo couvert, que não mudou (oba!): torradas de focaccia, pães, manteiga com ervas e azeitona, e azeites de alecrim e pimentão.

O cardápio tinha pequenas modificações desde minha última visita, mas nem prestei muita atenção porque descobrimos que, agora, além do cardápio tradicional, há o cardápio “varanda”. Neste último, há alguns dos pratos mais pedidos do cardápio tradicional, mas em porções menores (preços nem tanto…). A idéia – ótima - é que o cliente, ao invés de pedir um prato principal, possa provar mais de um prato, em mini porções. E foi exatamente o que fizemos.

Todos os pratos pedidos estavam excelentes, à exceção do meu “Risottinho de queijo Grana Padano com presunto cru crocante e folhas de mostarda”, que ficou mais na promessa e menos no sabor. Mas, tirando isso, os “Camarões com funghi sobre mini risoni” e o “Mini filet ao foie gras e vinho do Porto com batata palha de um só fio” estavam irreparáveis.

Outro que agradou foram os “Escalopes de cavaquinha sobre purezinho de aipim, alho-poró crocante e molho adocicado de amêndoas e avelã”. Era um pouco adocicado demais, mas para quem gosta…

Com o jantar todo de mini porções, sobrou espaço (na consciência, especialmente) para pedirmos sobremesas. Mas nada de mini.

Optamos pela tarte tatin com sorvete de canela, que continua das melhores – muita maçã e pouca massa. A outra foi o petit gateau de chocolate com calda de maracujá. Esta, apesar de ter uma apresentação interessante (vem numa xícara) é, na verdade, um suflê de chocolate. E a calda de maracujá tem sementes, então não curti muito.

No final, o serviço, que começou desatento, surpreendeu pela simpatia e rapidez, e as aniversariantes ainda receberam de presente um fondue de chocolate da marca Bazzar, o que foi bem simpático. Saímos de lá bem impressionadas e muito satisfeitas com a escolha do restaurante.

Rating: ★★★★☆
Bazzar
Rua Barão da Torre, nº 538 - Ipanema
www.bazzar.com.br