Um domingo qualquer
por Paulo Polzonoff Jr
Último domingo de março. Dez horas da manhã. Fui à feira e depois ao mercado. Comecei a cozinhar. Como não podia fazer nada para o almoço, já que havia encomendado, há uma semana, um frango orgânico assado, optei por fazer sobremesas e panquecas de vários tipos (saudáveis) para me alimentar durante a semana. O cardárpio não era extenso, mas tinha potencial para ser trabalhoso - o que me agrada.
Não sei se já disse isso, mas eu adoro cozinhar pratos difÃceis. Ou melhor, nem precisa ser difÃcil como o caviar de maracujá do nosso amigo Vitor Hugo. Eu gosto mesmo é de ter trabalho, entende? Picar. Triturar. Medir. É um modo de relaxar. E, se no final a comida for boa, tanto melhor.
No cardápio do dia, três tipos de panqueca: panqueca de curry com recheio de abobrinha e frango, panqueca de espinafre com recheio de cenoura e frango e panqueca de cenoura com recheio de espinafre e ricota. De sobremesa, mousse de maracujá (nunca havia feito) e cookies de aveia e de gotas de chocolate. Por fim, um pão integral com 7 grãos (que podiam ser mais ou menos, dependendo da disponibilidade).
Minha saga começou pela internet, à procura de receitas. As panquecas eu fiz de cabeça mesmo. Para o pão eu usei a tradicional receita do Pão de Sol do Jamie Oliver, devidamente adaptada. A receita de mousse eu encontrei num site qualquer. E os cookies, bem, faltou energia para fazer os cookies.
(Assim como, na segunda pela manhã, faltou energia para fazer as pancakes de blueberry da Cinara).
Um dia de domingo. Um domingo qualquer. As panquecas ficaram boas. O pão não deu nada certo. Não cresceu. O que credito ao fermento. É o preço que se paga por comprar uma marca diferente da tradicional. A mousse ficou maravilhosa - o que me obriga a confessar que sou absolutamente viciado em mousse de maracujá. Tirem esta coisa de perto de mim!
A pia ficou, claro, cheia de louça. Trata-se de uma questão filosófica: por que nós, homens, quando cozinhamos, sujamos tanta louça? Eu já vi mulheres cozinhando dez pratos diferentes sem que a pia ficasse um caos. Alguém se habilita a responder?
Exausto, dormi cedo. Domingo que vem tem mais. E, desta vez, com cookies. E com um pão integram que dê certo.
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Comments
Quero MUITO a receita dessas panquecas. Já estava sonhando com elas há dias, desde que soube do jantar de vocês na 3f… Divulga aÃ, vai! Ah, e também o passo a passo, claro… Beijos!
A louça? Muita?
Pois eu sou homem e também sujo. Ainda por cima não tenho máquina de lavar louça.
O que faço? Simplesmente… enquanto estou a cozinhar vou lavando a louça. Quando a refeição já está pronta para ser servida não há louça para lavar… só mesmo depois da refeição tomada.
Só uma questão de organização, nada de mais.
Eu amo panquecas e tenho diversas receitas mas a que mais gosto é panqueca doce com a massa de panqueca holandesa.
Ao contrario de ti, eu odeio receitas complicadas.
beijinhos
Bom estar de volta
estva com saudade dos seus textos.
Tb adoroooooooooooooo panquecas
abraços
Bom estar de volta!!!
estava com saudade dos seus textos.
Tb adoroooooooooooooo panquecas
abraços
O bom é botar a mão na massa mesmo. Literalmente na massa, como na foto.
E acho que aquele caviar de maracujá não pode muito ser chamado de caviar. Como é feito com agar, não é lÃquido por dentro, não causando o efeito de estouro na boca, como os belugas fazem, e como as esferinhas de alginato, as famigeradas, fazem. Mesmo porquê, com algo tão ácido como maracujá é impossÃvel gerar esferificação de alginato decente. Seriam bolinhas simpáticas de agar. Prefiro suas panqueca de curry com recheio de abobrinha e frango. Mas não desiste do pão não, cara. Pão é muito divertido. Bom, qualquer coisa da uma passadinha no meu blog tb, de vez em quando publicarei minhas impressões, assim como você. Abraços. http://www.fuckinggourmet.blogspot.com