Uma Experiência Mineira (e Contos que me levam à rendição)
Por Giuliano Fernandes | 16 de Julho de 2008.Milhas aéreas por vencer… Uma amiga morando por lá… Outros amigos interessados em assistir ao Clássico Brasil X Argentina… E fomos para a capital mineira.
O propósito deste site não é futebol. Ou teria que escrever no que eu concordo e no que eu discordo com relação à convocação, esquema tático, ter um anão da Branca de Neve no comando… Nada disto vem ao caso. Felizmente
Mas o jogo trouxe um curioso aspecto gastronômico. As cantinas vendem pratos com feijão tropeiro, torresmo, couve, arroz e ovo. E a mineirada ataca tal prato como seu principal petisco para acompanhar o jogo. No mínimo, pouco usual.
Não fui tão longe, mas abdiquei do amendoim e me arrisquei em uma porção de torresmo. Decepção. Duro como morder um pedaço de pedra (já fiz isto por acidente, então, eu sei do que estou falando). Larguei pela metade e só cheguei à metade na esperança de encontrar um torresminho que se salvasse.
Mas a experiência mineira estaria longe de ser comprometida por um torresmo velho e por um jogo fraco. Poderia falar dos croquetes de picanha do Pingüim. Do espetacular petisco de frango do bar boêmio Bolão. Da cerveja do Albanos… Mas vou escolher um estabelecimento específico para análise: o restaurante Casa dos Contos, na histórica Ouro Preto.
Depois de muito andarmos e de conhecermos museus, igrejas, artesanatos, igrejas, ruas históricas, igrejas, locais marcantes e um pouquinho mais de igrejas, estávamos culturalmente saciados, mas absolutamente necessitados de uma refeição. O local escolhido: o restaurante Casa dos Contos.
Havia opção entre buffet e a la carte. A fome e o desejo de ainda visitarmos uma antiga mina nos levaram à primeira opção. E aí a comida mineira se apresentou como devia: suculenta, farta e nem um pouco light.
Lingüiça caseira, pernil, couve, feijão tropeiro, lagarto ao molho de vinho e o torresmo. Desta vez, o petisco que me salta à mente quando penso em Minas (desculpe, pão de queijo) veio de forma primorosa. Sequinho e crocante como deve ser, mas sem ser algo sacrificante de morder.
O serviço era atencioso e rápido. Chegamos ao local depois das três da tarde, mas não faltava comida no prato. As únicas exceções eram o pernil e um macarrão ao alho e óleo. Mas estes foram prontamente supridos.
Comíamos com dedicação, mas não deixamos de notar a decoração do local. Puxando para o clássico colonial. Transmitia uma certa impressão de uma sala medieval. Mas não se assustem por tal descrição, pois o ambiente é bem aconchegante.
A sobremesa foi doce de leite com queijo, mas havia outras opções como goiabada, figo e limões em calda. Doce não é meu forte… Mas a trupe aplaudiu.
Apenas duas críticas, ou melhor, uma crítica e meia. Mesmo tendo sido a melhor comida regional experimentada na viagem, a variedade de pratos disponíveis no buffet era pouca. Não havia mais do que dez opções. E o preço seria digno da tal meia crítica. Não era absurdo, mas um pouco acima do que esperávamos.
Casa dos Contos é na verdade o nome de um local em que antes residia o contador a serviço do império (assim nos explicou o guia). O local histórico merece a visita, mas vá também ao restaurante de igual nome. Agora, só vale se gostar de comida mineira, pois as (poucas) opções estão focadas em tal cozinha.
Rating: 







Giuliano, como um bom mineiro posso falar com propriedade.
Sua critica sobre o preço é valido quando falamos de comida
serviço e afins, mas em Minhas os restaurantes estilo Casa
dos Contos, tratam as comidas(mineiras claro) como
arte. Imagine você comprando uma escultura de pedra sabão!
Pois é assim que esses restaurantes trabalham! Não sou fã
desse tipo de vilosofia, mas não dá para perder.
Da proxima não deixe de conhecer o Tia Lucinha em BH.